Waiting

domingo, 20 de julho de 2008

~A gente sempre pede para os outros esperarem, não?
Mas quando é para nós mesmos esperar... Tudo parece bem injusto.
Cá estou eu, andando para lá e para cá, ao mesmo tempo que continuo aqui, parada na frente de meu computador. Bom, creio que vocês entenderam o que quis dizer: Por mais que eu ainda esteja aqui, parada, ouvindo uma coisa qualquer que entra por uma orelha e sai esfumaçada pela outra, minha mente está indo para muitos lugares.
A probabilidade da resposta: ora, quase nula, neste momento. Mas eu não consigo dizer que ela é nula, por mais que seja a dura realidade.
Bom, eu posso esperar pela vida toda. E vocês? Esperariam toda a vida por uma certa resposta?
E posso também fazer de tudo por ela. E vocês? Comprariam um vinho de seis mil dólares (or six thousand dollars, like I said yesterday at my English Course)?
Yes, I do. Oh, desculpe. Sim, eu faria, vocês sabem.

Então, enquanto esperava eu escrevi um pouco...

Jardim de Ar ~

Queria ter mais ar para trabalhar,
sobretudo, viver e respirar.
Agora já nem tenho ar para voar.

Se seu trabalho o prendia ao chão,
o meu não.
Se seu sentimento o fazia suspirar e subir ao ar,
o meu não, o meu há de me matar.

Peço para que a justiça seja feita,
nossa vida poderia ser perfeita!,
mas nós podemos escolher
Voar ou se deixar prender?

Então terei de usar este chão para trabalhar
e ele será o meu jardim de ar,
flores, estas pequenas cores,
Vamos plantar.

E seu buquê de flores
virará meu buquê de dores,
pois este chão em que escrevo é um mar de eternos horrores,
e o céu em que voa lhe trará mais novos amores.

Vamos, afinal eu escolhi lhe prestar
este velho e clichê bem-estar,
apenas para poder vê-lo não mais ficar,
apenas para permiti-lo voar.