Então, para ilustrar a situação do post abaixo, vou contar uma história simples: Digamos que numa noite uma jovem caminhe pela rua indo para sua casa. Carros vão passando rapidamente pela estrada, todos os faróis iluminam o caminho perto dela e vão embora, há uma brisa leve no contexto da cena.
Então, um carro pára ao seu lado, repentinamente. A garota leva um susto ao ouvir os freios do carro, um homem com aparência velha abre a porta e enfia a garota dentro dele. Ela está sendo seqüestrada, sim, e tem toda noção disso.
Prefiro não entrar em detalhes entre o meio tempo transcorrido do seqüestro à manhã seguinte, porém, uma coisa devo contar, naquele dia a jovem está morta e seu corpo é achado não muito longe da mesma rua em que passara. O assassino, aquele mesmo homem, claro, é descoberto e levado para interrogatórios. Não há mais dúvidas algumas, é ele, só resta ao juiz julgá-lo.
Os guardas o carregam até o tribunal, seus dedos estão gelados e ele está suando quando senta-se em sua cadeira perante o juri, sabe o que fez (e provavelmente faria novamente se fosse solto) e que eles também sabem de sua consciência, não há escapatórias. Será preso e com sorte pegará apenas prisão perpétua.
No meio da audiência, então, o nervoso culpado tem um ataque cardíaco. Todos o observam caído no chão, o juiz manda trazerem logo os médicos! E, enquanto gesticula enfurecidamente, este diz: "Não o permitirei morrer até ser devidamente julgado por nossa justiça."
To be continued.
Nameless; where is my cat?
Até que se prove o contrário
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Imaginado por Paula Guerra às 18:50 2 comentários
Qual a sentença, senhor?
Hoje quis mudar um pouco o rumo. Quero falar sobre um assunto que nos cutuca de leve, quase nem percebemos, mas talvez nos deparemos com isto um dia.
Você mataria alguém?
Para se defender?
Para se vingar?
Pela vontade de saber o que é?
Como percebe-se, as minhas perguntas foram crescendo conforme o absurdo crescia. Ha, matar alguém por vontade? Que coisa horrível!, alguém diria para mim. Não, não sou fria, só penso em todas as hipóteses (e quem sabe eu não seja fria exatamente por isto?).
Mas este alguém nunca experimentou a curiosidade de matar. Afinal, alguém que nunca chegou perto de um chocolate nunca teria vontade de comê-lo.
Enfim, não vou me aprofundar porque a possibilidade de eu dizer alguma bobagem aumenta a cada frase que digito, você mataria?
Se não, vejamos:
Há pessoas que matam formigas, dando petelecos nas pobrezinhas, há as que matam borboletas, elas as caçam e depois pregam em cortiças, há as que matam pessoas, e para estas existem muitas formas de morrer. Então, que diferença faz? Você nunca pisou numa formiga?
Sim, você pisou, e olhe que tinha total ciência do que fazia.
Então, vamos pensando nisso. Porque por ora eu tenho de ir, entretanto, para infelicidade dos meus caros leitores, "to be continued".
Imaginado por Paula Guerra às 18:17 2 comentários
