~A gente sempre pede para os outros esperarem, não?
Mas quando é para nós mesmos esperar... Tudo parece bem injusto.
Cá estou eu, andando para lá e para cá, ao mesmo tempo que continuo aqui, parada na frente de meu computador. Bom, creio que vocês entenderam o que quis dizer: Por mais que eu ainda esteja aqui, parada, ouvindo uma coisa qualquer que entra por uma orelha e sai esfumaçada pela outra, minha mente está indo para muitos lugares.
A probabilidade da resposta: ora, quase nula, neste momento. Mas eu não consigo dizer que ela é nula, por mais que seja a dura realidade.
Bom, eu posso esperar pela vida toda. E vocês? Esperariam toda a vida por uma certa resposta?
E posso também fazer de tudo por ela. E vocês? Comprariam um vinho de seis mil dólares (or six thousand dollars, like I said yesterday at my English Course)?
Yes, I do. Oh, desculpe. Sim, eu faria, vocês sabem.
Então, enquanto esperava eu escrevi um pouco...
Jardim de Ar ~
Queria ter mais ar para trabalhar,
sobretudo, viver e respirar.
Agora já nem tenho ar para voar.
Se seu trabalho o prendia ao chão,
o meu não.
Se seu sentimento o fazia suspirar e subir ao ar,
o meu não, o meu há de me matar.
Peço para que a justiça seja feita,
nossa vida poderia ser perfeita!,
mas nós podemos escolher
Voar ou se deixar prender?
Então terei de usar este chão para trabalhar
e ele será o meu jardim de ar,
flores, estas pequenas cores,
Vamos plantar.
E seu buquê de flores
virará meu buquê de dores,
pois este chão em que escrevo é um mar de eternos horrores,
e o céu em que voa lhe trará mais novos amores.
Vamos, afinal eu escolhi lhe prestar
este velho e clichê bem-estar,
apenas para poder vê-lo não mais ficar,
apenas para permiti-lo voar.
Nameless; where is my cat?
Waiting
domingo, 20 de julho de 2008
Imaginado por Paula Guerra às 04:59 4 comentários
Sou uma criatura viva
terça-feira, 1 de julho de 2008
Sim, sou um ser vivo, estou indo e continuando a viver.
E, tendo eu já a noção disto, quero que todos também tomem consciência.
Para isto, apenas um pequeno texto, e ele é tão curto, tão desfiado, que mostra muito bem quem sou. Espero que me compreendam.
Intérmino
Gélido
Vontade de sorrir
Quente,
faz com que nós achemos que podemos,
mas nunca seremos.
Isto me traz a mente
um vento gélido.
Apenas para me lembrar
do meu intérmino
ao tentar amar.
Imaginado por Paula Guerra às 17:21 0 comentários
Intermission
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Caros leitores, interrompemos o que seriam as postagens normais para que uma certa garota possa falar.
~Sei a ordem, sei que há uma ordem minha própria para seguir a postagem passada, mas quis dar meu sinal de vida, ou meu toque de morte, aqui.
Por favor, não liguem para o ar dramático, ou então o que virá a seguir, estou ouvindo The Birthday Massacre e isso me deixa inspirada, se é que é possível para mim dizer "inspirada".
Dracenas
Se Deus fosse construir um jardim,
pediria a Ele para plantar duas de Suas dracenas.
Pediria que as fizesse crescer rapidamente,
para eu ainda poder vê-las altas e imponentes.
Eu também pediria que elas pendessem,
ai, uma sobre a outra,
formando um cantinho,
meu ninho, onde pudesse me esconder.
Depois pediria para Ele me permitir sentar entre elas,
e rezaria a Ele novamente.
Para depois morrer.
Sim, morreria entre Suas dracenas,
morreria feliz crendo que Ele me amou
e me fez tanto apenas pelo desejo de me ver feliz.
Minha felicidade está na Dele, que será ser apenas e tão somente a minha?
E você sabe o que eu diria em minhas presses antes do suicídio?
Ah, eu ousaria.
Eu pediria ainda, mas por fim, para que Ele me permitisse renascer próxima àquelas dracenas.
Para que eu pudesse fazer de minha nova vida uma vida inteira junto Dele,
para que eu pudesse já em minha infância encolher-me entre Suas dracenas.
E, somente então Ele estaria feliz,
pois somente então eu estaria vivendo e morrendo feliz,
sem de nada saber, apenas como Sua aprendiz.
Oh, observe esta cena.
Oh, entre Suas duas dracenas.
~I hope you liked the show.
Intermission's end.
Imaginado por Paula Guerra às 15:48 3 comentários
Até que se prove o contrário
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Então, para ilustrar a situação do post abaixo, vou contar uma história simples: Digamos que numa noite uma jovem caminhe pela rua indo para sua casa. Carros vão passando rapidamente pela estrada, todos os faróis iluminam o caminho perto dela e vão embora, há uma brisa leve no contexto da cena.
Então, um carro pára ao seu lado, repentinamente. A garota leva um susto ao ouvir os freios do carro, um homem com aparência velha abre a porta e enfia a garota dentro dele. Ela está sendo seqüestrada, sim, e tem toda noção disso.
Prefiro não entrar em detalhes entre o meio tempo transcorrido do seqüestro à manhã seguinte, porém, uma coisa devo contar, naquele dia a jovem está morta e seu corpo é achado não muito longe da mesma rua em que passara. O assassino, aquele mesmo homem, claro, é descoberto e levado para interrogatórios. Não há mais dúvidas algumas, é ele, só resta ao juiz julgá-lo.
Os guardas o carregam até o tribunal, seus dedos estão gelados e ele está suando quando senta-se em sua cadeira perante o juri, sabe o que fez (e provavelmente faria novamente se fosse solto) e que eles também sabem de sua consciência, não há escapatórias. Será preso e com sorte pegará apenas prisão perpétua.
No meio da audiência, então, o nervoso culpado tem um ataque cardíaco. Todos o observam caído no chão, o juiz manda trazerem logo os médicos! E, enquanto gesticula enfurecidamente, este diz: "Não o permitirei morrer até ser devidamente julgado por nossa justiça."
To be continued.
Imaginado por Paula Guerra às 18:50 2 comentários
Qual a sentença, senhor?
Hoje quis mudar um pouco o rumo. Quero falar sobre um assunto que nos cutuca de leve, quase nem percebemos, mas talvez nos deparemos com isto um dia.
Você mataria alguém?
Para se defender?
Para se vingar?
Pela vontade de saber o que é?
Como percebe-se, as minhas perguntas foram crescendo conforme o absurdo crescia. Ha, matar alguém por vontade? Que coisa horrível!, alguém diria para mim. Não, não sou fria, só penso em todas as hipóteses (e quem sabe eu não seja fria exatamente por isto?).
Mas este alguém nunca experimentou a curiosidade de matar. Afinal, alguém que nunca chegou perto de um chocolate nunca teria vontade de comê-lo.
Enfim, não vou me aprofundar porque a possibilidade de eu dizer alguma bobagem aumenta a cada frase que digito, você mataria?
Se não, vejamos:
Há pessoas que matam formigas, dando petelecos nas pobrezinhas, há as que matam borboletas, elas as caçam e depois pregam em cortiças, há as que matam pessoas, e para estas existem muitas formas de morrer. Então, que diferença faz? Você nunca pisou numa formiga?
Sim, você pisou, e olhe que tinha total ciência do que fazia.
Então, vamos pensando nisso. Porque por ora eu tenho de ir, entretanto, para infelicidade dos meus caros leitores, "to be continued".
Imaginado por Paula Guerra às 18:17 2 comentários
Coração curioso
terça-feira, 27 de maio de 2008
Hoje disse ao Djan-sensei que faria um post importante.
Okay, serei sincera, será importante para mim mas para o resto do mundo talvez não passe de trivialidade.
Queria perguntar uma coisa aos senhores, mas é algo mais próximo, tanto que os chamarei de "vocês", se me permitirem tal feito, claro.
O que quero perguntar nunca havia vindo à minha mente antes, entretanto, outro dia, saindo de casa, pensei "será que todos sentem uma dor no coração quando estão tristes?".
Hein? Será que todos sentem?
Ou melhor, vocês já sentiram essa dorzinha?
Às vezes ela parece uma agulha, espetando o fundo do coração, e em outras, parece que irá nos sufocar.
Eu sei que é algo estranho de se perguntar, e também íntimo demais, mas meu coração curioso e já espetado por essa dor, e já sufocado por esta, quis saber... Então, a questão está lançada. Sim, sim, foi um post bem curto para algo que chamei de tão importante, mas é que eu sou curiosa. Agradeço a atenção! E quem puder responder... agradeço mais ainda!
Imaginado por Paula Guerra às 08:50 1 comentários
Tori no Yasashisa - Delicadeza do Pássaro
A Vontade de Amarrar
Pois quando você vai embora,
ai, isso se demora.
Esta dor que chora a sua falta.
Assim que você sai
minha vontade é de te trazer de volta.
Mas você não pode fazer a volta de volta.
Então, fico tão sozinha.
Num mar de insegurança,
me afogo entre dor e desesperança,
bem como quando era criança
e minha mãe ia à feira,
saia, sem saber, me deixava sem beira.
Quero trazer você para mim,
só para não ficar assim.
Mas não posso.
Se não te posso quero trazer o vosso,
trazer o mundo para junto,
enterrar esta dor no profundo.
Você diz que contra meu medo
não irá levantar mais um dedo.
Pois quer minha liberdade,
e aprecia minha vaidade
bem de quando estou à vontade.
Sei que você vai ficar bravo,
você me lembra um cravo...
E sei que você vai ficar bravo,
mas não fique assim,
isto faz parte de mim.
Que você e eu somos mim,
e é justo que nós fiquemos juntos,
pois eu e você somos nós.
Então, se é justo, quero que fique justo
e te amarrar contra meu busto
para jamais errar, jamais te perder e ter de encontrar.
Simplesmente para estar.
Imaginado por Paula Guerra às 08:50 0 comentários
