Até que se prove o contrário

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Então, para ilustrar a situação do post abaixo, vou contar uma história simples: Digamos que numa noite uma jovem caminhe pela rua indo para sua casa. Carros vão passando rapidamente pela estrada, todos os faróis iluminam o caminho perto dela e vão embora, há uma brisa leve no contexto da cena.
Então, um carro pára ao seu lado, repentinamente. A garota leva um susto ao ouvir os freios do carro, um homem com aparência velha abre a porta e enfia a garota dentro dele. Ela está sendo seqüestrada, sim, e tem toda noção disso.
Prefiro não entrar em detalhes entre o meio tempo transcorrido do seqüestro à manhã seguinte, porém, uma coisa devo contar, naquele dia a jovem está morta e seu corpo é achado não muito longe da mesma rua em que passara. O assassino, aquele mesmo homem, claro, é descoberto e levado para interrogatórios. Não há mais dúvidas algumas, é ele, só resta ao juiz julgá-lo.
Os guardas o carregam até o tribunal, seus dedos estão gelados e ele está suando quando senta-se em sua cadeira perante o juri, sabe o que fez (e provavelmente faria novamente se fosse solto) e que eles também sabem de sua consciência, não há escapatórias. Será preso e com sorte pegará apenas prisão perpétua.
No meio da audiência, então, o nervoso culpado tem um ataque cardíaco. Todos o observam caído no chão, o juiz manda trazerem logo os médicos! E, enquanto gesticula enfurecidamente, este diz: "Não o permitirei morrer até ser devidamente julgado por nossa justiça."
To be continued.

Qual a sentença, senhor?

Hoje quis mudar um pouco o rumo. Quero falar sobre um assunto que nos cutuca de leve, quase nem percebemos, mas talvez nos deparemos com isto um dia.
Você mataria alguém?
Para se defender?
Para se vingar?
Pela vontade de saber o que é?
Como percebe-se, as minhas perguntas foram crescendo conforme o absurdo crescia. Ha, matar alguém por vontade? Que coisa horrível!, alguém diria para mim. Não, não sou fria, só penso em todas as hipóteses (e quem sabe eu não seja fria exatamente por isto?).
Mas este alguém nunca experimentou a curiosidade de matar. Afinal, alguém que nunca chegou perto de um chocolate nunca teria vontade de comê-lo.
Enfim, não vou me aprofundar porque a possibilidade de eu dizer alguma bobagem aumenta a cada frase que digito, você mataria?
Se não, vejamos:
Há pessoas que matam formigas, dando petelecos nas pobrezinhas, há as que matam borboletas, elas as caçam e depois pregam em cortiças, há as que matam pessoas, e para estas existem muitas formas de morrer. Então, que diferença faz? Você nunca pisou numa formiga?
Sim, você pisou, e olhe que tinha total ciência do que fazia.
Então, vamos pensando nisso. Porque por ora eu tenho de ir, entretanto, para infelicidade dos meus caros leitores, "to be continued".

Coração curioso

terça-feira, 27 de maio de 2008

Hoje disse ao Djan-sensei que faria um post importante.
Okay, serei sincera, será importante para mim mas para o resto do mundo talvez não passe de trivialidade.
Queria perguntar uma coisa aos senhores, mas é algo mais próximo, tanto que os chamarei de "vocês", se me permitirem tal feito, claro.
O que quero perguntar nunca havia vindo à minha mente antes, entretanto, outro dia, saindo de casa, pensei "será que todos sentem uma dor no coração quando estão tristes?".
Hein? Será que todos sentem?
Ou melhor, vocês já sentiram essa dorzinha?
Às vezes ela parece uma agulha, espetando o fundo do coração, e em outras, parece que irá nos sufocar.
Eu sei que é algo estranho de se perguntar, e também íntimo demais, mas meu coração curioso e já espetado por essa dor, e já sufocado por esta, quis saber... Então, a questão está lançada. Sim, sim, foi um post bem curto para algo que chamei de tão importante, mas é que eu sou curiosa. Agradeço a atenção! E quem puder responder... agradeço mais ainda!

Tori no Yasashisa - Delicadeza do Pássaro

A Vontade de Amarrar

Pois quando você vai embora,
ai, isso se demora.
Esta dor que chora a sua falta.

Assim que você sai
minha vontade é de te trazer de volta.
Mas você não pode fazer a volta de volta.

Então, fico tão sozinha.
Num mar de insegurança,
me afogo entre dor e desesperança,
bem como quando era criança
e minha mãe ia à feira,
saia, sem saber, me deixava sem beira.

Quero trazer você para mim,
só para não ficar assim.
Mas não posso.
Se não te posso quero trazer o vosso,
trazer o mundo para junto,
enterrar esta dor no profundo.

Você diz que contra meu medo
não irá levantar mais um dedo.
Pois quer minha liberdade,
e aprecia minha vaidade
bem de quando estou à vontade.

Sei que você vai ficar bravo,
você me lembra um cravo...
E sei que você vai ficar bravo,
mas não fique assim,
isto faz parte de mim.

Que você e eu somos mim,
e é justo que nós fiquemos juntos,
pois eu e você somos nós.
Então, se é justo, quero que fique justo
e te amarrar contra meu busto
para jamais errar, jamais te perder e ter de encontrar.
Simplesmente para estar.

"Miranda, Miranda, Miranda Azarada"

Hoje acordei e assisti um episódio de um anime, D.Gray-Man, onde uma das personagens do episódio era uma azarada chamada Miranda. Tão sofrida, tudo que fazia dava errado, então ela caia no choro.
Lembro-me da musiquinha que os garotos de onde ela morava haviam inventado e todo dia cantavam para ela. "Miranda, Miranda, Miranda azarada. Não seja deprimente, sua louca. Procurando emprego hoje? Você será despedida logo, de qualquer jeito!"
E, como percebe-se, eles não tinham dó dela. Ah, e, sim, a música era em japonês.
No entanto, mesmo com o tema deprimente, fui cantando esta musiquinha em minha ida para a escola. E hoje aconteceram coisas que fizeram me sentir como a Miranda, coisas, como há de ser, deram errado de novo. E fiquei triste e abalada... de novo.
Hoje quis um abraço, mas se me abraçassem eu me deslaçaria dos braços de quem quer que fosse e fugiria rapidamente. Está certo, que de algumas pessoas, o abraço talvez fosse bem-vindo. Pois bem, estas nunca me abraçariam!
Então, cai mais uma vez no meu constante problema: o que faço de certo?
Tudo que vejo parece errado.
Quem vou deixar que me ajude?
Tenho medo de me perder se eu permitir ajuda.
Ai, ai. Mas a vida continua, e cá estou eu tentando novamente, por mais que doa e canse vou aprender com meus erros, e sozinha.
Bai!


P.S.: Sim, foi um post apenas para relatar isto. Errado, não?
Talvez.

Tonight, tonight

domingo, 18 de maio de 2008

Hoje era, talvez, para eu postar sobre o texto anterior.
Falar sobre a saudade da minha infância e sobre o estranho, e até trágico, fato de que nunca mais poderemos ver nossos dentes caindo e voltando, como mágica. Estamos velhos demais para isto, de hoje em diante falaremos em tirar o aparelho para por dentaduras, não, não mais poremos aparelhos e nem teremos novos dentes. Eles serão os mesmos de hoje em diante.
E outras coisas parecem não brotar mais nos adultos, como sonhos. Eles morrerão com os mesmos sonhos com os quais sonharam ao ter seus dentes de volta, na adolescência. Por que não sonhar com coisas novas? Estão velhos demais para isto?
Bom, mas não vou me prolongar.
Não é sobre essas pessoas que vim falar.
É sobre mim.
Talvez porque seja meu blog, ou porque não conheço ninguém bem o suficiente para falar (ou, pelo menos, para falar bem, não conheço). E, quem sabe?, hoje eu não tivesse de falar.
Porque hoje cheguei ao meu auge, ao, ouvindo Tonight, Tonight (versão do Panic!, é claro.), olhar para minha foto e me perguntar: quem é esta aí?
Quem?
Já me disseram tantas vezes neste ano: "Paula, você está mudada." ou "Você não era assim.". Está bem que, muitas dessas vezes, foi dito como brincadeira. Mas, as que vieram sérias, foram embora sérias.
As pessoas que me disseram isso, excetuando minha família, me deram as costas.
Perdi muitas pessoas, acho que a maioria não fez falta, porque não lembro do nome de uma porção delas, só que umas... Bem, estas fazem doer ainda.
E, hoje, afundei minha cabeça e suspirei um bocado (para não dizer que chorei. Ora, vamos enublar esses fatos tolos.), perdi pessoas que me fizeram o ser.
Perdi... a mim?

Vamos brincar de roda.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Estava segurando minha xícara de chá com a mão direita. Na esquerda ia Parvati.
Levando a areia do parquinho dentro de suas sandálias, a pequena se arrastava com a cabeça voltada para o chão.
Ela tinha dito, "Mali, vamos ao parquinho.", e eu falara de volta, "Mas, Parvati, está frio e não haverá ninguém por lá. Para que ir ao parquinho hoje?".
"Ora, Mali, pensei que fosse mais esperta!", disse-me em seguida, levando as mãozinhas à cintura. "Hoje os balanços estarão vazios por causa do frio! E não haverão meninos chatos correndo na frente deles. Quando é que os balanços estão assim?! São as condições ideais para se balançar!"
Concordei calada, Parvati é uma boa observadora.
"E o vento deixa tudo mais gostoso.", pensara eu.
"E tem a brisa.", dissera ela. Nossos pensamentos coincidiram novamente, e normalmente.
Então, fui levada ao parquinho, e, agora, enjoada de tanto balançar, Parvati decidira sair e íamos voltando para casa.
Ela olhava para a areia que ia arrastando consigo, com desgosto dos grãos que fincavam em seus sapatos. De repente, ela soltou minha mão e correu uns metros à frente.
"Ora, o que houve?", deixei minha xícara de chá no chão e fui correndo atrás de Parvati.
Aproximei-me, ela tinha se agachado e fincara os olhos em algo caido no chão.
-Aqui, Mali, olhe isto! Olhe! É... é...
Aproximei-me mais ainda, junto dela, eu já sabia a resposta para seu pequeno enigma. Era uma pedrinha branca, com partes pontiagudas, curiosamente polida.
-É um dente. Mesmo. - falei a ela.
-Sim, eu sei.
Nós sabíamos que sabíamos. Mas para Parvati era tamanho impressionante seu achado que ela precisava expressar-se sem palavras.
-Estou sem palavras. - falou.
-Na verdade...
-Eu sei que "estou", "sem" e "palavras" são decididamente palavras. Sim, eu sei que as tenho.- atalhou. -Você me entendeu.
Realmente, eu havia entendido.
-Só que é divertido corrigir. Especialmente você, irmãzinha.
-Você é irritante, Mali.
~