Hoje acordei com um estranhíssimo bom humor. Apesar do dia cansativo de ontem, tive forças de me arrastar para fora da cama e de encarar o nascer do dia com um largo sorriso. Fui à escola como sempre e presenciei um fato que me deixou com o cérebro rodando o dia todo.
Havia acabado de me sentar junto de minha amiga, no banco da escola, e as duas esperávamos o sinal tocar. Então, distraídamente, ouvi um trecho de conversa de um grupo ao nosso lado. A garota contava uma história, que havia ocorrido ali na escola mesmo: ela estava passando pelo recreio e esbarrou numa pessoa, ela se desculpou, mas aquela soltou um palavrão.
Senti-me congelar, e, contraditoriamente, ao mesmo tempo, corar. Eu tinha passado por um fato parecido: lá estava eu, passando pelo recreio, entre mochilas e crianças correndo, as pessoas passavam por mim como se eu fosse nada. Então, levei um grande esbarro de uma garota, fiquei irritada e xinguei alto. Não havia escutado desculpas nem perdões, apenas, como uma pessoa tola, xinguei.
Haveria sido eu aquela mal educada? Eu passei o dia todo pensando, minha cabeça se remoía e, eu que havia acordado de tão bom humor, me afundava na vergonha.
Desde meus primórdios, nunca aceitei ser uma humana, nunca aceitei ter que sentir o que eles sentem e agir como eles, acho tão sem graça, sem vida e sem ideais; acho eles tão tolos, medíocres. Entretanto, ao mesmo tempo que eu acho-os assim, eu ajo como eles, pior até.
Ser humano é cometer erros? Ser humano é sentir dor? Se for eu sou apenas mais uma deles.
Ser humano é ser tolo? É ser presunçoso? É cometer ao menos um dos pecados diariamente? Se for assim eu sou apenas mais uma deles.
Não tive coragem de saber se a garota era eu, mas queria desculpar-me com quem eu cometi tal atrocidade.
Nameless; where is my cat?
Ser humano?
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
Imaginado por Paula Guerra às 12:24 1 comentários
Adeus, Rio...
quinta-feira, 19 de julho de 2007
Michi to you all~Alüto
Daitai itsumo doori niSono kado wo magareba
Hitonami ni magire komi
Tokete kieite iku
Boku wa michi wo takushi
Kotoba sura nakushite shimau
Dakedo hitotsu dake wa
Nokotteta, nokotteta
Kimi no koe ga
Warau kao mo, okoru kao mo subete
Boku wo arukaseru
Kumo ga kireta saki wo
Mitara kitto
Nee, wakaru deshou? (Nee, wakaru deshou?)
Essa música me faz lembrar de tudo que deixarei para trás ao seguir em direção a São Lourenço, MG, para uma viagem de congelar os ossos.
Coisas, estas, entituladas a seguir:
Oito horas de treino de ginástica olímpica, oito horas da coisa que mais amo em todo mundo...
Minha amável, porém um tanto assassina, calopsita Catina.
Toda a carnificina das favelas cariocas.
Meu querido quarto com meu querido travesseiro.
Suco de abacaxi com hortelã.
Só de lembrar dessas coisas sinto vontade de ficar (menos, é claro o item em qual consta "toda a carnificina das favelas cariocas"...), me esconder no meu armário e ficar...
Meus queridos amigos que ficam, para vocês deixo um abraço, a saudade e a inveja, pois vocês continuarão aqui, nesse fim de mundo chamado Rio.
Bom dia, são onze e cinquenta e três da manhã, e essa foi mais uma de minhas postagens insossas.
Imaginado por Paula Guerra às 07:42 0 comentários
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