<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2219553545299955215</id><updated>2012-02-16T16:44:54.940-08:00</updated><title type='text'>Et le Chat Noir?.</title><subtitle type='html'>Nameless;
where is my cat?</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://thechatnoir.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thechatnoir.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Paula Guerra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12377711287058948677</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_5Zj1D8ZWJrQ/St1uUEYrpgI/AAAAAAAAARM/lMu3LZ4dDKw/S220/2085810829_eeff1a9021_b.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>24</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2219553545299955215.post-3506047153536316282</id><published>2008-08-08T16:49:00.001-07:00</published><updated>2008-08-08T18:57:08.957-07:00</updated><title type='text'>Loading</title><content type='html'>~Estou me preparando para uma reforma, espero ir longe desta vez... Mas sinto que está faltando algo aqui.&lt;br /&gt;Ando me extrapolando, ando andando e tropeçando, consecutivamente.&lt;br /&gt;E não estou aqui para isto. Estou neste local estranho, envolvida por criaturas estranhas, para viver. Escrever.&lt;br /&gt;Então, enquanto eu vou carregando os novos textos nas costas, aí vai um das antigas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Um Caminho Para A Felicidade&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;            Entrei no tal orfanato e fui recebido por uma senhora, já de aparente idade. Não me lembro de seu nome, como parte de minhas características está a de não conseguir guardar nomes em minha memória.&lt;br /&gt; Ela sorriu, e abriu um pouco mais a porta para minha passagem e com um gesto leve me mostrou o caminho pelo qual seguiríamos. Por um corredor, entre portas indefiníveis e intermináveis, que nos conspiraria a chegar a uma sala intitulada “diretoria” com letras ranhosas e mal-feitas, começamos a andar.&lt;br /&gt;Bem como a última a qual chegaríamos, todas as outras portas tinham números, escritos em letras que faziam parecer que havia sido com as unhas como haviam os gravado ali, era uma fonte tão trágica que me fez sentir um calafrio na espinha e agradecer a Deus por ter meus pais.&lt;br /&gt;            E por todo o caminho fiquei observando as paredes, na esperança de encontrar uma janela, todavia seriam as lâmpadas amareladas e foscas que dariam luz àquele corredor, um dentre muitos outros do orfanato, e as brechas das portas que trariam uma leve bufada de ar. Então, a senhora parou, dei-me conta de que o corredor finalmente tinha terminado. Estiquei a cabeça por cima da mulher e li, na porta, onde iríamos conversar sobre meu mais novo trabalho.&lt;br /&gt;Na diretoria, ela explicou-me o que eu deveria fazer: alegrar os órfãos, como um irmão mais velho, e ajudá-la a entender os sentimentos deles (ela não fazia idéia da dor de não ter família e não sabia como criar uma para eles, foi o que ela mesma me disse). Ela sorriu, mais uma vez, e eu me senti obrigado a fazer o mesmo.&lt;br /&gt;            &lt;br /&gt;            No final de um dos corredores, chegamos a uma porta carinhosamente apelidada de “parquinho”, ela pegou seu enorme molho de chaves e encontrou uma que se encaixava e abria a porta de maneira perfeita (faço questão de dizer que foi realmente um ato perfeito, porque eram tantas as chaves que eu me perderia e ficaria horas vagando com os dedos entre cada uma a fim de testá-las na tranca, vocês sabem, minha memória não grava muito bem chaves corretas para trancas corretas).&lt;br /&gt;            Para minha surpresa, o que me aguardava depois da porta “parquinho” não era um parque pobre, com uma grama morta e flores murchas, era um parque alegre com brinquedos novos em folha, grama bem cuidada e flores tão lindas a ponto de serem brilhantes. E todas as crianças sorriam e corriam, num pique-pega alucinante, digno de crianças daquela idade.&lt;br /&gt;            “Quando os órfãos estão aqui eles ficam tão alegres.”, ela falou com um largo sorriso cortando sua face.&lt;br /&gt;            “É, me parecem bem felizes.”, eu disse com um ar de quem tinha terminado seu trabalho (logo estaria saindo e voltando para casa, não pareciam precisar de minha ajuda!).&lt;br /&gt;            Seu sorriso foi embora e sua expressão se fechou. “Alegres, felizes não.”&lt;br /&gt;            Não entendi bem o que ela quis dizer com aquilo, não dava no mesmo dizer que estavam felizes e dizer que estavam alegres? Não, não dava. Dei de ombros e fingi compreender sua enigmática frase. Passei os olhos pelo parque, havia todo tipo de criança, negra, branca, alta, baixa, gorda, magra; com todo o tipo de cabelo, ruivo, castanho, loiro, preto; e todo o tipo de olho, puxado, grandes, brilhantes, vazios. Digo, não havia olhos vazios ali, apenas brilhantes e sonhadores; aos meus olhos, também brilhantes e sonhadores, só havia outros iguais aos meus.&lt;br /&gt;            Uma moça alta, negra e de cabelos encaracolados e longos, fez sinal para os órfãos sorrindo e dizendo: “Hora do lanche! Venham, tem bolo hoje!”, eles viraram os rostinhos quase ao mesmo tempo e correram alucinados em direção a uma porta, não a porta “parquinho”, mas a “refeitório”, faz sentido. Fiquei ali ao lado da diretora, me contendo para não correr junto deles (amo doces, amo sorvete, amo chocolate e, principalmente, amo bolo), observamos cada uma delas sair e, quando eu ia seguir a moça negra e alta que, agora, chamava a mim e a diretora, esta pediu para esperar.&lt;br /&gt;            “Calma, falta um.”&lt;br /&gt;            “Ahn?”&lt;br /&gt;            “Falta um órfão.”&lt;br /&gt;            Sim, eu havia entendido que faltava um órfão, mas o motivo da minha pergunta era: “ainda falta um órfão?”. Eu tinha certeza que todos tinham corrido para o bolo, tinha certeza! Entretanto, minha certeza não estava certa.&lt;br /&gt;            Uma garota, de uns catorze anos, aparentemente, surgiu de trás de uma grande macieira, segurando uma maçã numa mão e carregando um amontoado de livros na outra, eram muitos mesmo, mesmo, eles iam subindo, do seu braço esquerdo, na altura da cintura, até seu pescoço, todos com os mais variados temas: desde matemática e português básicos à física e psicologia avançadas.&lt;br /&gt;            “Temos um grande acervo de livros em nossa biblioteca.”, a mulher negra disse-me ao se postar ao nosso lado, olhei para ela, o que vale dizer que olhei para o alto, e pensei em dizer “é, e estão todos com ela, não?”.&lt;br /&gt;            Então, quando a garota dos livros saiu dali para o refeitório, recebi um sinal positivo da diretora para seguir em frente. Entramos numa grande sala, cheia de grandes janelas, com mesas em estilo piquenique, mesas grandes e compridas com bancos grandes e compridos seguindo-as, obedientes. Nas mesas havia grandes jarras de suco, grandes bolos, grandes baguetes. Todo o salão fora trabalhado num tamanho descomunal e desproporcional àquelas crianças.&lt;br /&gt;            “Temos grandes salas.”, a mulher negra disse, orgulhosa.&lt;br /&gt;            A diretora nos levou à uma mesinha, grande, mas pequena em comparação ao resto, e nos sentamos juntos de outros empregados do lugar. Ela disse que também era hora de nosso lanche, e eu quase pulei para pegar os bolos, porém meu bom senso prevaleceu e peguei uma pequena fatia, a princípio, claro.&lt;br /&gt;            “Meu rapaz, você aprecia bolo, não?”, perguntou-me um senhor de bigodes em estilo de cowboy e brancos, com um chapéu de cozinheiro, que estava sentado logo ao lado da diretora “Pode quebrar a boa educação e pegar o quanto quiser!”, e, com isso, partiu um pedaço grande de bolo para mim e me entregou. &lt;br /&gt;            “Você é o garotinho que veio trabalhar aqui como psicólogo?”, uma moça de cabelos ruivos e bochechas rosadas em frente a mim perguntou.&lt;br /&gt;Fiz que sim com a cabeça, já que a boca estava ocupada com bolo e suco.&lt;br /&gt;Ela sorriu, “As crianças precisam de um irmão mais velho.”. E, antes que eu pudesse engolir o bolo para dizer algo quaisquer que fosse, ela continuou: “Sou a faxineira, não é um trabalho tão interessante quanto ser psicóloga como você, mas...” E, quando eu tinha engolido bolo e estava prestes a citar a frase que me vinha à mente, ela prosseguiu: “mas temos muitas salas, muitas, de todo o tipo e temos, também, tudo quanto é pano para limpar cada uma delas, é, tudo quanto é tipo!”&lt;br /&gt;“É verdade, e são bem grandes as salas.”, disse a mulher negra.&lt;br /&gt;“Muitas.”&lt;br /&gt;“Grandes.”&lt;br /&gt;“Muitas salas e grandes salas.”, falou, agora, um homem de cabelos pretos e rosto pálido como se unisse os pensamentos em separato das duas.&lt;br /&gt;“É, isso mesmo!”, as duas falaram ao mesmo tempo e, os três apertaram as mãos, pareciam irmãos.&lt;br /&gt;Houve um silêncio, é claro se você não levar em conta a balburdia das vozes infantis brindando o lanche, eu continuei a comer bolo e a beber suco alucinadamente, como se o silêncio, entre os presentes apenas naquela mesa, me pressionasse e tivesse de comer mais.&lt;br /&gt;“Somos todos uma grande família, e espero que o senhor se una à família.”, pronunciou, por fim, a senhora. Todos sorriram em concordância. “Está na hora.”&lt;br /&gt;E, com esse aviso, a moça negra se levantou e falou que as crianças que houvessem terminado poderiam voltar ao parque. Os empregados também se retiraram da mesa, deixando a mim e a diretora sozinhos ali, observando cada criança, que terminava o lanche, sair.&lt;br /&gt;            “Só falta um.”&lt;br /&gt;            E vimos, novamente, a garota dos livros caminhar de volta ao parquinho, ainda com a maçã, intacta, na mão. A diretora falou que iria fazer uns trabalhos e voltaria mais tarde e que as crianças já sabiam de minha chegada, avisados pela mulher negra, e, logo, eu poderia começar o meu trabalho quando bem entendesse. Ela se levantou e se foi por um corredor que saia do salão em direção a... Algum lugar por uma das portas pesadas.&lt;br /&gt;            Então, para poder me unir à família do orfanato, resolvi começar meu trabalho o mais rápido possível.&lt;br /&gt;            Olhei para a macieira e lá estava ela, mergulhada entre os livros, era a única coisa que não sorria naquele lugar (até os dentes-de-leão sorriam, se esbanjando.), aquilo me deixou curioso, e a curiosidade me atiça demais. Resolvi ir até ela. Sentei-me ao seu lado e disse um “olá” sorridente, parecendo ser simpático, o que talvez eu não seja, pois ela nem olhou para mim, apenas retribuiu o cumprimento e me ignorou.&lt;br /&gt;            Silêncio (não leve em consideração o barulho das crianças correndo pelo parquinho, obrigado.).&lt;br /&gt;            “Você está triste com alguma coisa?”, arrisquei uma pergunta. A resposta, bem provavelmente seria que sim.&lt;br /&gt;Os dentes-de-leão, sorrindo, ela ali, lendo, e eu, esperando.&lt;br /&gt;            “Tristeza, né?”, ela rebateu com uma pergunta, contraditória aos meus pensamentos.&lt;br /&gt;            “É, tristeza.”&lt;br /&gt;            Ela virou o rosto para mim, franzindo o cenho, como se eu estivesse falando algo errado.  Voltou a olhar para os livros e disse: “Eu não sei o que é isso.”&lt;br /&gt;            Mas aquela frase não teve um ar egocêntrico. Era como se ela realmente não soubesse o que é tristeza.&lt;br /&gt;            “Tristeza é o inverso da felicidade, é o que diz nesses livros. Mas continuo sem saber o que é isso. Vai ver porque não sei o que é essa ‘felicidade’ que eles comentam.”, continuou sem me esperar.&lt;br /&gt;            Achei a garota esperta, deveria estar filosofando sobre a vida, a morte e todo mundo que nos cerca. Deveria ser uma curiosa e estudiosa do tempo, por isso resolvi tentar lhe explicar, ao meu ver, o que era felicidade:&lt;br /&gt;            “Felicidade é o que seus amigos estão sentindo, o que os fazem sorrir e o que os animam a brincar.”&lt;br /&gt;            Ela levantou os olhos, viu as crianças no parquinho. Seus olhos giraram de confusão, algo estava errado.&lt;br /&gt;            “Eles estão sorrindo, né?”&lt;br /&gt;            “É, estão.”, respondi com uma risadinha até. Era mais do que claro que todas estavam sorrindo.&lt;br /&gt;            Mas ela franziu o cenho de novo, voltando a me observar, como se eu tivesse dito algo mais errado ainda.&lt;br /&gt;            “Não estou vendo. Sorriso é quando seus lábios estão formando uma meia-lua com concavidade para cima, né?”&lt;br /&gt;            Aquela foi uma frase estranha, ela estava atribuindo objetos, figuras geométricas, a um simples sorriso, ela estava fazendo do sorriso uma coisa feia e triste. Tremi, sentindo um pouco de repulsa pelo jeito como ela falara, e senti-me instigado em contestar seu pensamento, em explicar profundamente o que era um sorriso, porém, parei naquele instante, se eu lhe dissesse, ela compreenderia? Estava começando a hesitar. Será que ela era, como eu havia intitulado, uma estudiosa do tempo ou simplesmente, realmente, não sabia o que era felicidade e tristeza? Nem discerni-las? &lt;br /&gt;            “É exatamente isso.”&lt;br /&gt;            “Mas os lábios deles estão formando uma concavidade para baixo, eles estão...”&lt;br /&gt;            Ela esperava que eu completasse sua frase.&lt;br /&gt;            “Tristes? Eu tenho certeza de que estão felizes.”&lt;br /&gt;            Eu quem franzia o cenho, agora. Então, ela se pôs sentada ao meu lado, largando os livros, que antes segurava, pelo chão.&lt;br /&gt;            “Olhe bem.”, e ela colocou as mãos em minhas têmporas e virou meu rosto em direção às crianças correndo.&lt;br /&gt;            De repente a paisagem se transformou, não havia mais flores brilhantes, nem grama bem cuidada e a macieira em que estávamos sentados aos pés também se transformou. Tudo virou uma paisagem mórbida e fria, senti uma pontada no coração e um aperto ao olhar para os rostos das crianças, elas corriam enquanto brincavam, mas não sorriam, elas quase choravam. E, quando a garota tirou as mãos do meu rosto, a paisagem voltou a ser alegre e viva, eu olhei para ela, assustado, pedindo claramente uma explicação.&lt;br /&gt;            “Aqui fora”, ela começou, “como é arejado, essa coisa que os humanos, chamam de tristeza se perde pelo ar e vocês, os com pais e família, não conseguem enxergá-la claramente. O mesmo acontece com o refeitório, que é bem iluminado pelas grandes janelas. Já lá dentro,”, e ela apontou para a porta que levava aos emaranhados corredores, “que é fechado e frio, essa coisa fica presa e é vista com perfeição.”&lt;br /&gt;            Depois de ela ter comentado sobre o lado de dentro do orfanato lembrei-me que ela tinha razão, as milhares de portas, os corredores sufocantes e perdidos, o ar meio morto. Mas, não era possível, a tristeza não era algo palpável, nem subia pelo ar, evaporando, muito menos podia se incrustar nas coisas como ela falara. Ou, será que podia?&lt;br /&gt;            Fiquei chocado. Aquilo ia contra tudo que eu aprendera, eu não acreditava no que tinha visto, e, só de recordar a paisagem que vira, sentia vontade de chorar. Ir embora e chorar, era isto o que mais ansiava naquele momento. No entanto, uma pergunta me veio à mente, algo que me impediu de sair daquele lugar.&lt;br /&gt;            “Você os vê assim...”, olhei para a garota que tornara a se enfornar entre, agora, um livro de Astronomia. Ela aquiesceu sem nem tirar o rosto do livro. “Mas...”&lt;br /&gt;            Antes que eu seguisse minha frase, ela já estava concordando mais uma vez, balançando o rosto firme e rapidamente para cima e para baixo. Ela fechou o livro, colocando antes um pano de seda no meio, como marcador de páginas, batendo com força as páginas de uma metade contra as da outra.&lt;br /&gt;            O que houve depois me deixou ainda mais perplexo.&lt;br /&gt;            A garota levantou seu rosto para mim, e com os olhos e todo o rosto banhado por lágrimas, seu nariz escorrendo, disse:&lt;br /&gt;            “O tempo todo...”&lt;br /&gt;            &lt;em&gt;E com isso foi embora correndo levando apenas aquele livro com o lenço e a maçã, largando todas as outras coisas por ali, inclusive eu. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Fim&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2219553545299955215-3506047153536316282?l=thechatnoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thechatnoir.blogspot.com/feeds/3506047153536316282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2219553545299955215&amp;postID=3506047153536316282&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/3506047153536316282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/3506047153536316282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thechatnoir.blogspot.com/2008/08/loading.html' title='Loading'/><author><name>Paula Guerra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12377711287058948677</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_5Zj1D8ZWJrQ/St1uUEYrpgI/AAAAAAAAARM/lMu3LZ4dDKw/S220/2085810829_eeff1a9021_b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2219553545299955215.post-3670105522949239177</id><published>2008-07-20T04:59:00.001-07:00</published><updated>2008-07-20T05:17:52.446-07:00</updated><title type='text'>Waiting</title><content type='html'>~A gente sempre pede para os outros esperarem, não?&lt;br /&gt;Mas quando é para nós mesmos esperar... Tudo parece bem injusto.&lt;br /&gt;Cá estou eu, andando para lá e para cá, ao mesmo tempo que continuo aqui, parada na frente de meu computador. Bom, creio que vocês entenderam o que quis dizer: Por mais que eu ainda esteja aqui, parada, ouvindo uma coisa qualquer que entra por uma orelha e sai esfumaçada pela outra, minha mente está indo para muitos lugares.&lt;br /&gt;A probabilidade da resposta: ora, quase nula, neste momento. Mas eu não consigo dizer que ela é nula, por mais que seja a dura realidade.&lt;br /&gt;Bom, eu posso esperar pela vida toda. E vocês? Esperariam toda a vida por uma certa resposta?&lt;br /&gt;E posso também fazer de tudo por ela. E vocês? Comprariam um vinho de seis mil dólares (or six thousand dollars, like I said yesterday at my English Course)?&lt;br /&gt;Yes, I do. Oh, desculpe. Sim, eu faria, vocês sabem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, enquanto esperava eu escrevi um pouco...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Jardim de Ar ~&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria ter mais ar para trabalhar,&lt;br /&gt;sobretudo, viver e respirar.&lt;br /&gt;Agora já nem tenho ar para voar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se seu trabalho o prendia ao chão,&lt;br /&gt;o meu não.&lt;br /&gt;Se seu sentimento o fazia suspirar e subir ao ar,&lt;br /&gt;o meu não, o meu há de me matar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço para que a justiça seja feita,&lt;br /&gt;nossa vida poderia ser perfeita!,&lt;br /&gt;mas nós podemos escolher&lt;br /&gt;Voar ou se deixar prender?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então terei de usar este chão para trabalhar&lt;br /&gt;e ele será o meu jardim de ar,&lt;br /&gt;flores, estas pequenas cores,&lt;br /&gt;Vamos plantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E seu buquê de flores&lt;br /&gt;virará meu buquê de dores,&lt;br /&gt;pois este chão em que escrevo é um mar de eternos horrores,&lt;br /&gt;e o céu em que voa lhe trará mais novos amores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos, afinal eu escolhi lhe prestar&lt;br /&gt;este velho e clichê bem-estar,&lt;br /&gt;apenas para poder vê-lo não mais ficar,&lt;br /&gt;apenas para permiti-lo voar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2219553545299955215-3670105522949239177?l=thechatnoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thechatnoir.blogspot.com/feeds/3670105522949239177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2219553545299955215&amp;postID=3670105522949239177&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/3670105522949239177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/3670105522949239177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thechatnoir.blogspot.com/2008/07/waiting.html' title='Waiting'/><author><name>Paula Guerra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12377711287058948677</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_5Zj1D8ZWJrQ/St1uUEYrpgI/AAAAAAAAARM/lMu3LZ4dDKw/S220/2085810829_eeff1a9021_b.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2219553545299955215.post-2567389313051694636</id><published>2008-07-01T17:21:00.000-07:00</published><updated>2008-07-01T17:25:32.819-07:00</updated><title type='text'>Sou uma criatura viva</title><content type='html'>Sim, sou um ser vivo, estou indo e continuando a viver.&lt;br /&gt;E, tendo eu já a noção disto, quero que todos também tomem consciência.&lt;br /&gt;Para isto, apenas um pequeno texto, e ele é tão curto, tão desfiado, que mostra muito bem quem sou. Espero que me compreendam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Intérmino&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gélido&lt;br /&gt;Vontade de sorrir&lt;br /&gt;Quente,&lt;br /&gt;faz com que nós achemos que podemos,&lt;br /&gt;mas nunca seremos.&lt;br /&gt;Isto me traz a mente&lt;br /&gt;um vento gélido.&lt;br /&gt;Apenas para me lembrar&lt;br /&gt;do meu intérmino&lt;br /&gt;ao tentar amar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2219553545299955215-2567389313051694636?l=thechatnoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thechatnoir.blogspot.com/feeds/2567389313051694636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2219553545299955215&amp;postID=2567389313051694636&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/2567389313051694636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/2567389313051694636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thechatnoir.blogspot.com/2008/07/sou-uma-criatura-viva.html' title='Sou uma criatura viva'/><author><name>Paula Guerra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12377711287058948677</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_5Zj1D8ZWJrQ/St1uUEYrpgI/AAAAAAAAARM/lMu3LZ4dDKw/S220/2085810829_eeff1a9021_b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2219553545299955215.post-6113264904083852093</id><published>2008-06-19T15:48:00.000-07:00</published><updated>2008-07-20T05:19:53.674-07:00</updated><title type='text'>Intermission</title><content type='html'>Caros leitores, interrompemos o que seriam as postagens normais para que uma certa garota possa falar.&lt;br /&gt;~Sei a ordem, sei que há uma ordem minha própria para seguir a postagem passada, mas quis dar meu sinal de vida, ou meu toque de morte, aqui.&lt;br /&gt;Por favor, não liguem para o ar dramático, ou então o que virá a seguir, estou ouvindo The Birthday Massacre e isso me deixa inspirada, se é que é possível para mim dizer "inspirada".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Dracenas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Deus fosse construir um jardim,&lt;br /&gt;pediria a Ele para plantar duas de Suas dracenas.&lt;br /&gt;Pediria que as fizesse crescer rapidamente,&lt;br /&gt;para eu ainda poder vê-las altas e imponentes.&lt;br /&gt;Eu também pediria que elas pendessem,&lt;br /&gt;ai, uma sobre a outra,&lt;br /&gt;formando um cantinho,&lt;br /&gt;meu ninho, onde pudesse me esconder.&lt;br /&gt;Depois pediria para Ele me permitir sentar entre elas,&lt;br /&gt;e rezaria a Ele novamente.&lt;br /&gt;Para depois morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, morreria entre Suas dracenas,&lt;br /&gt;morreria feliz crendo que Ele me amou&lt;br /&gt;e me fez tanto apenas pelo desejo de me ver feliz.&lt;br /&gt;Minha felicidade está na Dele, que será ser apenas e tão somente a minha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você sabe o que eu diria em minhas presses antes do suicídio?&lt;br /&gt;Ah, eu ousaria.&lt;br /&gt;Eu pediria ainda, mas por fim, para que Ele me permitisse renascer próxima àquelas dracenas.&lt;br /&gt;Para que eu pudesse fazer de minha nova vida uma vida inteira junto Dele,&lt;br /&gt;para que eu pudesse já em minha infância encolher-me entre Suas dracenas.&lt;br /&gt;E, somente então Ele estaria feliz,&lt;br /&gt;pois somente então eu estaria vivendo e morrendo feliz,&lt;br /&gt;sem de nada saber, apenas como Sua aprendiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh, observe esta cena.&lt;br /&gt;Oh, entre Suas duas dracenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;~I hope you liked the show.&lt;br /&gt;Intermission's end.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2219553545299955215-6113264904083852093?l=thechatnoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thechatnoir.blogspot.com/feeds/6113264904083852093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2219553545299955215&amp;postID=6113264904083852093&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/6113264904083852093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/6113264904083852093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thechatnoir.blogspot.com/2008/06/intermission.html' title='Intermission'/><author><name>Paula Guerra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12377711287058948677</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_5Zj1D8ZWJrQ/St1uUEYrpgI/AAAAAAAAARM/lMu3LZ4dDKw/S220/2085810829_eeff1a9021_b.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2219553545299955215.post-5022477372322279413</id><published>2008-06-12T18:50:00.000-07:00</published><updated>2008-06-13T09:59:05.751-07:00</updated><title type='text'>Até que se prove o contrário</title><content type='html'>Então, para ilustrar a situação do post abaixo, vou contar uma história simples: Digamos que numa noite uma jovem caminhe pela rua indo para sua casa. Carros vão passando rapidamente pela estrada, todos os faróis iluminam o caminho perto dela e vão embora, há uma brisa leve no contexto da cena.&lt;br /&gt;Então, um carro pára ao seu lado, repentinamente. A garota leva um susto ao ouvir os freios do carro, um homem com aparência velha abre a porta e enfia a garota dentro dele. Ela está sendo seqüestrada, sim, e tem toda noção disso.&lt;br /&gt;Prefiro não entrar em detalhes entre o meio tempo transcorrido do seqüestro à manhã seguinte, porém, uma coisa devo contar, naquele dia a jovem está morta e seu corpo é achado não muito longe da mesma rua em que passara. O assassino, aquele mesmo homem, claro, é descoberto e levado para interrogatórios. Não há mais dúvidas algumas, é ele, só resta ao juiz julgá-lo.&lt;br /&gt;Os guardas o carregam até o tribunal, seus dedos estão gelados e ele está suando quando senta-se em sua cadeira perante o juri, sabe o que fez (e provavelmente faria novamente se fosse solto) e que eles também sabem de sua consciência, não há escapatórias. Será preso e com sorte pegará apenas prisão perpétua.&lt;br /&gt;No meio da audiência, então, o nervoso culpado tem um ataque cardíaco. Todos o observam caído no chão, o juiz manda trazerem logo os médicos! E, enquanto gesticula enfurecidamente, este diz: "Não o permitirei morrer até ser devidamente julgado por nossa justiça."&lt;br /&gt;To be continued.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2219553545299955215-5022477372322279413?l=thechatnoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thechatnoir.blogspot.com/feeds/5022477372322279413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2219553545299955215&amp;postID=5022477372322279413&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/5022477372322279413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/5022477372322279413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thechatnoir.blogspot.com/2008/06/at-que-se-prove-o-contrrio_3643.html' title='Até que se prove o contrário'/><author><name>Paula Guerra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12377711287058948677</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_5Zj1D8ZWJrQ/St1uUEYrpgI/AAAAAAAAARM/lMu3LZ4dDKw/S220/2085810829_eeff1a9021_b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2219553545299955215.post-5303299841393979284</id><published>2008-06-12T18:17:00.000-07:00</published><updated>2008-06-12T18:17:49.658-07:00</updated><title type='text'>Qual a sentença, senhor?</title><content type='html'>Hoje quis mudar um pouco o rumo. Quero falar sobre um assunto que nos cutuca de leve, quase nem percebemos, mas talvez nos deparemos com isto um dia.&lt;br /&gt;Você mataria alguém?&lt;br /&gt;Para se defender?&lt;br /&gt;Para se vingar?&lt;br /&gt;Pela vontade de saber o que é?&lt;br /&gt;Como percebe-se, as minhas perguntas foram crescendo conforme o absurdo crescia. Ha, matar alguém por vontade? Que coisa horrível!, alguém diria para mim. Não, não sou fria, só penso em todas as hipóteses (e quem sabe eu não seja fria exatamente por isto?).&lt;br /&gt;Mas este alguém nunca experimentou a curiosidade de matar. Afinal, alguém que nunca chegou perto de um chocolate nunca teria vontade de comê-lo.&lt;br /&gt;Enfim, não vou me aprofundar porque a possibilidade de eu dizer alguma bobagem aumenta a cada frase que digito, você mataria?&lt;br /&gt;Se não, vejamos:&lt;br /&gt;Há pessoas que matam formigas, dando petelecos nas pobrezinhas, há as que matam borboletas, elas as caçam e depois pregam em cortiças, há as que matam pessoas, e para estas existem muitas formas de morrer. Então, que diferença faz? Você nunca pisou numa formiga?&lt;br /&gt;Sim, você pisou, e olhe que tinha total ciência do que fazia.&lt;br /&gt;Então, vamos pensando nisso. Porque por ora eu tenho de ir, entretanto, para infelicidade dos meus caros leitores, "to be continued".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2219553545299955215-5303299841393979284?l=thechatnoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thechatnoir.blogspot.com/feeds/5303299841393979284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2219553545299955215&amp;postID=5303299841393979284&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/5303299841393979284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/5303299841393979284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thechatnoir.blogspot.com/2008/06/qual-sentena-senhor.html' title='Qual a sentença, senhor?'/><author><name>Paula Guerra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12377711287058948677</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_5Zj1D8ZWJrQ/St1uUEYrpgI/AAAAAAAAARM/lMu3LZ4dDKw/S220/2085810829_eeff1a9021_b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2219553545299955215.post-7832386474200831618</id><published>2008-05-27T08:50:00.003-07:00</published><updated>2008-06-05T16:18:24.940-07:00</updated><title type='text'>Coração curioso</title><content type='html'>Hoje disse ao Djan-sensei que faria um post importante.&lt;br /&gt;Okay, serei sincera, será importante para mim mas para o resto do mundo talvez não passe de trivialidade.&lt;br /&gt;Queria perguntar uma coisa aos senhores, mas é algo mais próximo, tanto que os chamarei de "vocês", se me permitirem tal feito, claro.&lt;br /&gt;O que quero perguntar nunca havia vindo à minha mente antes, entretanto, outro dia, saindo de casa, pensei "será que todos sentem uma dor no coração quando estão tristes?".&lt;br /&gt;Hein? Será que todos sentem?&lt;br /&gt;Ou melhor, vocês já sentiram essa dorzinha?&lt;br /&gt;Às vezes ela parece uma agulha, espetando o fundo do coração, e em outras, parece que irá nos sufocar.&lt;br /&gt;Eu sei que é algo estranho de se perguntar, e também íntimo demais, mas meu coração curioso e já espetado por essa dor, e já sufocado por esta, quis saber... Então, a questão está lançada. Sim, sim, foi um post bem curto para algo que chamei de tão importante, mas é que eu sou curiosa. Agradeço a atenção! E quem puder responder... agradeço mais ainda!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2219553545299955215-7832386474200831618?l=thechatnoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thechatnoir.blogspot.com/feeds/7832386474200831618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2219553545299955215&amp;postID=7832386474200831618&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/7832386474200831618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/7832386474200831618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thechatnoir.blogspot.com/2008/05/corao-curioso.html' title='Coração curioso'/><author><name>Paula Guerra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12377711287058948677</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_5Zj1D8ZWJrQ/St1uUEYrpgI/AAAAAAAAARM/lMu3LZ4dDKw/S220/2085810829_eeff1a9021_b.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2219553545299955215.post-6204200346380265745</id><published>2008-05-27T08:50:00.002-07:00</published><updated>2008-06-03T11:54:52.648-07:00</updated><title type='text'>Tori no Yasashisa - Delicadeza do Pássaro</title><content type='html'>&lt;em&gt;A Vontade de Amarrar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois quando você vai embora,&lt;br /&gt;ai, isso se demora.&lt;br /&gt;Esta dor que chora a sua falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que você sai&lt;br /&gt;minha vontade é de te trazer de volta.&lt;br /&gt;Mas você não pode fazer a volta de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, fico tão sozinha.&lt;br /&gt;Num mar de insegurança,&lt;br /&gt;me afogo entre dor e desesperança,&lt;br /&gt;bem como quando era criança&lt;br /&gt;e minha mãe ia à feira,&lt;br /&gt;saia, sem saber, me deixava sem beira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero trazer você para mim,&lt;br /&gt;só para não ficar assim.&lt;br /&gt;Mas não posso.&lt;br /&gt;Se não te posso quero trazer o vosso,&lt;br /&gt;trazer o mundo para junto,&lt;br /&gt;enterrar esta dor no profundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você diz que contra meu medo&lt;br /&gt;não irá levantar mais um dedo.&lt;br /&gt;Pois quer minha liberdade,&lt;br /&gt;e aprecia minha vaidade&lt;br /&gt;bem de quando estou à vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que você vai ficar bravo,&lt;br /&gt;você me lembra um cravo...&lt;br /&gt;E sei que você vai ficar bravo,&lt;br /&gt;mas não fique assim,&lt;br /&gt;isto faz parte de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que você e eu somos mim,&lt;br /&gt;e é justo que nós fiquemos juntos,&lt;br /&gt;pois eu e você somos nós.&lt;br /&gt;Então, se é justo, quero que fique justo&lt;br /&gt;e te amarrar contra meu busto&lt;br /&gt;para jamais errar, jamais te perder e ter de encontrar.&lt;br /&gt;Simplesmente para estar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2219553545299955215-6204200346380265745?l=thechatnoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thechatnoir.blogspot.com/feeds/6204200346380265745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2219553545299955215&amp;postID=6204200346380265745&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/6204200346380265745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/6204200346380265745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thechatnoir.blogspot.com/2008/05/no-faz-sentido.html' title='Tori no Yasashisa - Delicadeza do Pássaro'/><author><name>Paula Guerra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12377711287058948677</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_5Zj1D8ZWJrQ/St1uUEYrpgI/AAAAAAAAARM/lMu3LZ4dDKw/S220/2085810829_eeff1a9021_b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2219553545299955215.post-5746643821120070334</id><published>2008-05-27T08:50:00.001-07:00</published><updated>2008-05-28T11:57:06.716-07:00</updated><title type='text'>"Miranda, Miranda, Miranda Azarada"</title><content type='html'>Hoje acordei e assisti um episódio de um anime, D.Gray-Man, onde uma das personagens do episódio era uma azarada chamada Miranda. Tão sofrida, tudo que fazia dava errado, então ela caia no choro.&lt;br /&gt;Lembro-me da musiquinha que os garotos de onde ela morava haviam inventado e todo dia cantavam para ela. "Miranda, Miranda, Miranda azarada. Não seja deprimente, sua louca. Procurando emprego hoje? Você será despedida logo, de qualquer jeito!"&lt;br /&gt;E, como percebe-se, eles não tinham dó dela. Ah, e, sim, a música era em japonês.&lt;br /&gt;No entanto, mesmo com o tema deprimente, fui cantando esta musiquinha em minha ida para a escola. E hoje aconteceram coisas que fizeram me sentir como a Miranda, coisas, como há de ser, deram errado de novo. E fiquei triste e abalada... de novo.&lt;br /&gt;Hoje quis um abraço, mas se me abraçassem eu me deslaçaria dos braços de quem quer que fosse e fugiria rapidamente. Está certo, que de algumas pessoas, o abraço talvez fosse bem-vindo. Pois bem, estas nunca me abraçariam!&lt;br /&gt;Então, cai mais uma vez no meu constante problema: o que faço de certo?&lt;br /&gt;Tudo que vejo parece errado.&lt;br /&gt;Quem vou deixar que me ajude?&lt;br /&gt;Tenho medo de me perder se eu permitir ajuda.&lt;br /&gt;Ai, ai. Mas a vida continua, e cá estou eu tentando novamente, por mais que doa e canse vou aprender com meus erros, e sozinha.&lt;br /&gt;Bai!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Sim, foi um post apenas para relatar isto. Errado, não?&lt;br /&gt;Talvez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2219553545299955215-5746643821120070334?l=thechatnoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thechatnoir.blogspot.com/feeds/5746643821120070334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2219553545299955215&amp;postID=5746643821120070334&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/5746643821120070334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/5746643821120070334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thechatnoir.blogspot.com/2008/05/miranda-miranda-miranda-azarada.html' title='&quot;Miranda, Miranda, Miranda Azarada&quot;'/><author><name>Paula Guerra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12377711287058948677</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_5Zj1D8ZWJrQ/St1uUEYrpgI/AAAAAAAAARM/lMu3LZ4dDKw/S220/2085810829_eeff1a9021_b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2219553545299955215.post-5181382748445268908</id><published>2008-05-18T05:16:00.000-07:00</published><updated>2008-05-18T05:28:35.013-07:00</updated><title type='text'>Tonight, tonight</title><content type='html'>Hoje era, talvez, para eu postar sobre o texto anterior.&lt;br /&gt;Falar sobre a saudade da minha infância e sobre o estranho, e até trágico, fato de que nunca mais poderemos ver nossos dentes caindo e voltando, como mágica. Estamos velhos demais para isto, de hoje em diante falaremos em tirar o aparelho para por dentaduras, não, não mais poremos aparelhos e nem teremos novos dentes. Eles serão os mesmos de hoje em diante.&lt;br /&gt;E outras coisas parecem não brotar mais nos adultos, como sonhos. Eles morrerão com os mesmos sonhos com os quais sonharam ao ter seus dentes de volta, na adolescência. Por que não sonhar com coisas novas? Estão velhos demais para isto?&lt;br /&gt;Bom, mas não vou me prolongar.&lt;br /&gt;Não é sobre essas pessoas que vim falar.&lt;br /&gt;É sobre mim.&lt;br /&gt;Talvez porque seja meu blog, ou porque não conheço ninguém bem o suficiente para falar (ou, pelo menos, para falar bem, não conheço). E, quem sabe?, hoje eu não tivesse de falar.&lt;br /&gt;Porque hoje cheguei ao meu auge, ao, ouvindo Tonight, Tonight (versão do Panic!, é claro.), olhar para minha foto e me perguntar: quem é esta aí?&lt;br /&gt;Quem?&lt;br /&gt;Já me disseram tantas vezes neste ano: "Paula, você está mudada." ou "Você não era assim.". Está bem que, muitas dessas vezes, foi dito como brincadeira. Mas, as que vieram sérias, foram embora sérias.&lt;br /&gt;As pessoas que me disseram isso, excetuando minha família, me deram as costas.&lt;br /&gt;Perdi muitas pessoas, acho que a maioria não fez falta, porque não lembro do nome de uma porção delas, só que umas... Bem, estas fazem doer ainda.&lt;br /&gt;E, hoje, afundei minha cabeça e suspirei um bocado (para não dizer que chorei. Ora, vamos enublar esses fatos tolos.), perdi pessoas que me fizeram o ser.&lt;br /&gt;Perdi... a mim?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2219553545299955215-5181382748445268908?l=thechatnoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thechatnoir.blogspot.com/feeds/5181382748445268908/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2219553545299955215&amp;postID=5181382748445268908&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/5181382748445268908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/5181382748445268908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thechatnoir.blogspot.com/2008/05/tonight-tonight.html' title='Tonight, tonight'/><author><name>Paula Guerra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12377711287058948677</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_5Zj1D8ZWJrQ/St1uUEYrpgI/AAAAAAAAARM/lMu3LZ4dDKw/S220/2085810829_eeff1a9021_b.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2219553545299955215.post-9134150085366930547</id><published>2008-04-15T13:11:00.001-07:00</published><updated>2008-04-23T19:31:28.307-07:00</updated><title type='text'>Vamos brincar de roda.</title><content type='html'>Estava segurando minha xícara de chá com a mão direita. Na esquerda ia Parvati.&lt;br /&gt;Levando a areia do parquinho dentro de suas sandálias, a pequena se arrastava com a cabeça voltada para o chão.&lt;br /&gt;Ela tinha dito, "Mali, vamos ao parquinho.", e eu falara de volta, "Mas, Parvati, está frio e não haverá ninguém por lá. Para que ir ao parquinho hoje?".&lt;br /&gt;"Ora, Mali, pensei que fosse mais esperta!", disse-me em seguida, levando as mãozinhas à cintura. "Hoje os balanços estarão vazios por causa do frio! E não haverão meninos chatos correndo na frente deles. Quando é que os balanços estão assim?! São as condições ideais para se balançar!"&lt;br /&gt;Concordei calada, Parvati é uma boa observadora.&lt;br /&gt;"E o vento deixa tudo mais gostoso.", pensara eu.&lt;br /&gt;"E tem a brisa.", dissera ela. Nossos pensamentos coincidiram novamente, e normalmente.&lt;br /&gt;Então, fui levada ao parquinho, e, agora, enjoada de tanto balançar, Parvati decidira sair e íamos voltando para casa.&lt;br /&gt;Ela olhava para a areia que ia arrastando consigo, com desgosto dos grãos que fincavam em seus sapatos. De repente, ela soltou minha mão e correu uns metros à frente.&lt;br /&gt;"Ora, o que houve?", deixei minha xícara de chá no chão e fui correndo atrás de Parvati.&lt;br /&gt;Aproximei-me, ela tinha se agachado e fincara os olhos em algo caido no chão.&lt;br /&gt;-Aqui, Mali, olhe isto! Olhe! É... é...&lt;br /&gt;Aproximei-me mais ainda, junto dela, eu já sabia a resposta para seu pequeno enigma. Era uma pedrinha branca, com partes pontiagudas, curiosamente polida.&lt;br /&gt;-É um dente. Mesmo. - falei a ela.&lt;br /&gt;-Sim, eu sei.&lt;br /&gt;Nós sabíamos que sabíamos. Mas para Parvati era tamanho impressionante seu achado que ela precisava expressar-se sem palavras.&lt;br /&gt;-Estou sem palavras. - falou.&lt;br /&gt;-Na verdade...&lt;br /&gt;-Eu sei que "estou", "sem" e "palavras" são decididamente palavras. Sim, eu sei que as tenho.- atalhou. -Você me entendeu.&lt;br /&gt;Realmente, eu havia entendido.&lt;br /&gt;-Só que é divertido corrigir. Especialmente você, irmãzinha.&lt;br /&gt;-Você é irritante, Mali.&lt;br /&gt;~&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2219553545299955215-9134150085366930547?l=thechatnoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thechatnoir.blogspot.com/feeds/9134150085366930547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2219553545299955215&amp;postID=9134150085366930547&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/9134150085366930547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/9134150085366930547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thechatnoir.blogspot.com/2008/04/vamos-brincar-de-roda.html' title='Vamos brincar de roda.'/><author><name>Paula Guerra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12377711287058948677</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_5Zj1D8ZWJrQ/St1uUEYrpgI/AAAAAAAAARM/lMu3LZ4dDKw/S220/2085810829_eeff1a9021_b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2219553545299955215.post-2002034699505337588</id><published>2008-04-15T13:11:00.000-07:00</published><updated>2008-04-16T14:20:14.014-07:00</updated><title type='text'>Descobri a descobrir</title><content type='html'>Descobri ontem duas coisas:&lt;br /&gt;Primeira coisa- não tema, com tio Pavan não há problema. Só com tio Charles, mas está tudo no texto.&lt;br /&gt;Tanto que foi no texto que estava a segunda coisa.&lt;br /&gt;Segunda coisa- letras são desenhos. Os escritores, então, são os melhores desenhistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E descobri hoje outras coisas:&lt;br /&gt;Coisa- não chore, ainda há esperança.&lt;br /&gt;Outra coisa- não deixe as respostas em branco, como foi retrocitado, ainda há esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, enfim, deixando isso de lado, meus rascunhos de hoje foram nada-sensatos. Rascunhei na última meia hora de fisioterapia (tempo), na folha do meu bloco de notas (lugar). Não, não no meu Death Note (arma).&lt;br /&gt;E, como todo rascunho que se preze, não tem título.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;~&lt;br /&gt;Eu acho, mas nunca poderei ter certeza, que ela me disse seu nome. Então, como não me lembro dele, ei de inventar um, mas não poderá ser um qualquer porque ela não era uma garota qualquer.&lt;br /&gt;Melissa.&lt;br /&gt;Não pergunta por que, também não poderei ter certeza da minha resposta, e, por mais que eu seja uma boa inventora e mentirosa, não haveria motivo de dá-la.&lt;br /&gt;Enfim.&lt;br /&gt;Melissa chegou aos trancos e barrancos à minha casa, com uma garota faladeira amarrada aos seus tornozelos, esta para a qual Melissa não dava muita importância à conversa. Apesar de sempre responder. Ela estava com a mente ocupada com coisa mais apreciada.&lt;br /&gt;Parou em frente à minha porteira cor de terracota.&lt;br /&gt;Respondeu qualquer coisa à morena companheira.&lt;br /&gt;"Onde encontro bisnagas.", veio depois.&lt;br /&gt;"Ahn?", eu realmente não compreendi, com a mangueira na mão, enquanto calmamente regava meu jardim, uma estranha parara a mim e, agora, me perguntava sobre lugares e bisnagas.&lt;br /&gt;"Uma... Bisnaga?", perguntei incrédula.&lt;br /&gt;"Isso mesmo."&lt;br /&gt;E parecia decidida a arrumar uma.&lt;br /&gt;"Uma, não. Várias bisnagas.", consertou-me e a si.&lt;br /&gt;Mas eu fiquei desconsertada.&lt;br /&gt;Ah. Várias bisnagas, quem diria?&lt;br /&gt;Bom, eu não saberia dizer quem mais naquele mundo perguntaria por várias bisnagas, assim, elouqüentemente. Nem mesmo a tiracolo morena, faladeira e amarradora a tornozelos parecia que o faria, tanto que, criando-me um dramático paradoxo, conservava-se calada.&lt;br /&gt;De qualquer forma Melissa, ela, havia perguntado e seu rosto e tranças loiras, imponentes, me diziam que eu deveria responder. Correto.&lt;br /&gt;"Bem, acho que... Ah, numa padaria, claro!", fiquei feliz em dar-lhe uma boa, e inclusive bem coerente, resposta.&lt;br /&gt;Ela deu um sorrisinho bobo, e meio enrusbecido, sabe? Bonitinho como quando uma criança, daquelas que acha já madura, faz quando se depara com o óbvio disfarçado de mistério.&lt;br /&gt;"Padaria, claro!", mas ainda não era claro, era óbvio disfarçado. "E onde posso achar uma...", ela pareceu buscar o nome na memória, "padaria?...".&lt;br /&gt;Esta já era uma mais fácil, e com mais sentido.&lt;br /&gt;"É só você virar a direita e descer a ladeira para subir de novo."&lt;br /&gt;Entretanto, algo não estava legal, sentia-me desconfiada, "com a pulga atrás da orelha é como estou", meditei em como me sentia, profundamente, as duas se distanciavam de mim e da minha porteira.&lt;br /&gt;Olhei para o céu, elas já viravam a esquina e seus cabelos parecia farfalhar como mãos dando adeus e agradecendo o favor, coisa que a distraída Melissa se esquecera de fazer. Ou não vira necessidade em fazer.&lt;br /&gt;Algo.&lt;br /&gt;"Esperem!", eu gritei. "Vocês não vão encontrar a padaria aberta! Não às onze da noite!"&lt;br /&gt;Melissa girou-se nos tornozelos, suas tranças chicotearam o ar, e ela me observou. Com um rosto meio: "padaria-não-aberta? Onze horas?" e "Você está enxarcando as suas plantas.", tudo num misto.&lt;br /&gt;Tudo ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;No girar de Melissa.&lt;br /&gt;Fim do trecho 1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuarei na fisioterapia.&lt;br /&gt;Continuarei (n)a vida.&lt;br /&gt;Kisu!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2219553545299955215-2002034699505337588?l=thechatnoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thechatnoir.blogspot.com/feeds/2002034699505337588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2219553545299955215&amp;postID=2002034699505337588&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/2002034699505337588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/2002034699505337588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thechatnoir.blogspot.com/2008/04/descobri-descobrir.html' title='Descobri a descobrir'/><author><name>Paula Guerra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12377711287058948677</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_5Zj1D8ZWJrQ/St1uUEYrpgI/AAAAAAAAARM/lMu3LZ4dDKw/S220/2085810829_eeff1a9021_b.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2219553545299955215.post-1180850139040203609</id><published>2008-04-12T04:25:00.000-07:00</published><updated>2008-04-12T05:26:02.697-07:00</updated><title type='text'>Melo?</title><content type='html'>A gente tenta, né?&lt;br /&gt;E tenta de novo, pois somos teimosos... feito(s) crianças!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ai, mas és criança&lt;br /&gt;E nos causa trabalho, nos causa tamanha andança!&lt;br /&gt;Movimenta nossas pernas,&lt;br /&gt;cria dores na nossa vida mansa&lt;br /&gt;Tu nos fazes perder a pança!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parvati, Parvati,&lt;br /&gt;tu és criança!&lt;br /&gt;És chá doce de erva mate,&lt;br /&gt;és o amargo do chocolate.&lt;br /&gt;Tu bates e rebates, parte, arte&lt;br /&gt;e tudo isto que deseja:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que teu filho seja&lt;br /&gt;um misto de trigo e milho,&lt;br /&gt;Minha mãe donzela.&lt;br /&gt;Pois tu és criança&lt;br /&gt;E tua infância é bela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu deitas e espreitas pela janela,&lt;br /&gt;mas nem percebes que se passa.&lt;br /&gt;Pois quanto mais anda, mais se afasta.&lt;br /&gt;E se aproxima a vida nefasta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu se esqueceste&lt;br /&gt;do belo e do elo&lt;br /&gt;e agora arrasta&lt;br /&gt;pasta, infância e melo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Para quem gostou, fui eu mesma quem fez...&lt;br /&gt;Agora, para os horrorizados, toquem na casa do vizinho,&lt;br /&gt;danado, ele gosta de escrever!&lt;br /&gt;Kisu!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2219553545299955215-1180850139040203609?l=thechatnoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thechatnoir.blogspot.com/feeds/1180850139040203609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2219553545299955215&amp;postID=1180850139040203609&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/1180850139040203609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/1180850139040203609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thechatnoir.blogspot.com/2008/04/melo.html' title='Melo?'/><author><name>Paula Guerra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12377711287058948677</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_5Zj1D8ZWJrQ/St1uUEYrpgI/AAAAAAAAARM/lMu3LZ4dDKw/S220/2085810829_eeff1a9021_b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2219553545299955215.post-3295354065285226943</id><published>2008-04-06T05:55:00.000-07:00</published><updated>2008-04-06T06:12:44.209-07:00</updated><title type='text'>Domingo Ensolarado</title><content type='html'>Hoje, eu virei para a janela do meu escritório e vi o Sol.&lt;br /&gt;Bom, todos sabem, inclusive eu, claro, não sou tão doida, que o domingo não está ensolarado e que o Sol não está aparecendo por nem um brechinha de folha.&lt;br /&gt;Mas para mim o domingo está ensolarado.&lt;br /&gt;Quero dizer, tenho muitas coisas para fazer, muitas que não gosto de fazer, inclusive, mas o domingo pode ser ensolarado quando bem queremos.&lt;br /&gt;Ou o sábado pode se fingir de domingo.&lt;br /&gt;As quartas feiras podem cantar blasfêmias de terças.&lt;br /&gt;E até mesmo as segundas (caramba! até as segundas!) podem ser agradáveis, mesmo elas sempre querendo ser desagradáveis. Pois quando eu ouço músicas de domingo, eu me dou ao luxo de me vestir de verde (a cor da grama banhada pelos raios de Sol, cor que só conseguimos ver nos domingos, quando não estamos correndo para ônibus ou falando sobre negócios e ações de nossa empresa).&lt;br /&gt;Sabe, o domingo quer se fazer cinza hoje, o tempo trama isso, as passagens de aviões que deram para meu pai tramam isso, tudo conspira contra mim, meu estômago e minha ânsia de vômito.&lt;br /&gt;Mas, eu quero meu domingo azul.&lt;br /&gt;Eu quero. E vou ter!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha, só, que loucura! Um trecho de ontem, sábado:&lt;br /&gt;"Estou vestida de domingo num dia de sábado.&lt;br /&gt;Pior, estou vestida de&lt;br /&gt;Um domingo que amanhã não vou ter.&lt;br /&gt;Estamos numa frente fria,&lt;br /&gt;e as nuvens que vêm querem chover.&lt;br /&gt;Mas nada impede do meu domingo gelado ser ensolarado&lt;br /&gt;E nada impede do meu sábado ser o domingo passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que os céus se abram&lt;br /&gt;E que deixem aparecer&lt;br /&gt;ó, o Sol!&lt;br /&gt;Este é o meu desejo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois, é tão simples,&lt;br /&gt;não existe ensejo!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haha! Isto me remete aos meus afazeres... Tenho de estudar.&lt;br /&gt;Bom domingo, ensolarado para os solteiros e fechado de nuvens cantantes (como canta Brendon com apoio de Ryan, bateria de Spencer e baixo de Walker) para os amantes, para poderem se aconchegar em si mesmos.!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;p.s.: peço para meu pai que levante-se logo e pegue logo o avião, para assim retornar o mais breve possível. Já estou com saudades.&lt;br /&gt;Kisu!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2219553545299955215-3295354065285226943?l=thechatnoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thechatnoir.blogspot.com/feeds/3295354065285226943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2219553545299955215&amp;postID=3295354065285226943&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/3295354065285226943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/3295354065285226943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thechatnoir.blogspot.com/2008/04/domingo-ensolarado.html' title='Domingo Ensolarado'/><author><name>Paula Guerra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12377711287058948677</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_5Zj1D8ZWJrQ/St1uUEYrpgI/AAAAAAAAARM/lMu3LZ4dDKw/S220/2085810829_eeff1a9021_b.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2219553545299955215.post-455250031998122154</id><published>2008-02-23T04:18:00.000-08:00</published><updated>2008-02-23T04:27:40.613-08:00</updated><title type='text'>Versinhos</title><content type='html'>Gente, hoje vim até aqui para ousar um pouco... Ei de espor aqui alguns de meus versos, espero que eu não traumatize ninguém! Estou apenas tentando alguma coisa, juro!&lt;br /&gt;Bom, senão, vejamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Es, daß uns verbinden Sie, trennt uns. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Aquilo, que nos une, nos separa."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nós nos criamos nós. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Separamos nós, viramos vós. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mas nos amamos, amando sós. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Então, voltamos, unimos, somos. nós.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro versos! Quatro versos! Que pobreza, que desgaste, que ultraje!&lt;br /&gt;Eu falei que estava apenas tentando... O motivo de eu ter criado essas frases malucas é estar desenhando cada uma delas. O título já foi e estou no rascunho da primeira, espero completar o resto. Mas, como vocês sabem, não é nada interessante, apenas bobagem.&lt;br /&gt;Como sempre, espero que tenham gostado, e acho que gostaram! Porque a minha aparição foi tão rápida!&lt;br /&gt;Não vou chatear vocês me prolongando por aqui.&lt;br /&gt;Bom, Wiedersehen!&lt;br /&gt;Bom, nos vemos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(seria o Babel Fish confiável? E Roberto Justus, um robô?)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2219553545299955215-455250031998122154?l=thechatnoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thechatnoir.blogspot.com/feeds/455250031998122154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2219553545299955215&amp;postID=455250031998122154&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/455250031998122154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/455250031998122154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thechatnoir.blogspot.com/2008/02/versinhos.html' title='Versinhos'/><author><name>Paula Guerra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12377711287058948677</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_5Zj1D8ZWJrQ/St1uUEYrpgI/AAAAAAAAARM/lMu3LZ4dDKw/S220/2085810829_eeff1a9021_b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2219553545299955215.post-4056074786012021093</id><published>2008-02-12T10:41:00.000-08:00</published><updated>2008-02-23T16:53:42.849-08:00</updated><title type='text'>O Desfibrilador</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"Senhores, peço encarecidamente para que me passem o desfibrilador, antes que o paciente se vá!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Ai, ai. "Reviveu!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Depois de muito tempo, estou de volta. Não acho que sentiram falta, afinal, livros é o que não nos faltam por hoje! A mim, então, tenho uma dezena deles para ler! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Entretanto, eu senti falta de dar o meu ar desgraçado por aqui. Vejam só, neste meio tempo dei uma pequena mudada no template do meu blog. Agora, ele não é o "Et le Chat Noir?" e apenas isto, ele virou a versão de uma época, ele está numa estação que desejo ser época de colheita o ano todo. A estação, ou melhor, a versão "Breath.less".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A cada estação teremos a falta de alguma coisa, desta vez foi a respiração que sumiu, além de mim, é claro! Na próxima, veremos o que vai ser... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mas, enquanto ela não chega, ficaremos com um texto daqueles meus. Vocês já conhecem a tortura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A terra infinita&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Enquanto todos olhavam para o horizonte com um olhar amedrontado, eu via nos olhos dele uma coragem e admiração motivada por um desejo que, para todos os outros, era extremamente insano.&lt;br /&gt;Meu irmão sempre quis desbravar o mundo, eu respeitava muito suas idéias e ele era, sem dúvidas, o mais genial de todos os pensadores de nossa época. Num lugar em que a terra é dita infinita, onde os mares podem cair sobre nós e alagar nossas casas, um lugar em que Deus manda, é supremo e nós apenas meros pecadores, meu irmão quebrava todas as regras e fugia de suas próprias fronteiras.&lt;br /&gt;Seu sonho sempre foi mostrar para os outros o poder que estava no solo no qual pisamos, e não nos céus, dormindo junto de anjos, e ele dizia que começaria apontando a todos que aquela mesma terra não seria infinita.&lt;br /&gt;“A terra é redonda, mas não é infinita.”, ele falava. “É isso que vou provar, e mais, evidenciarei que não é Deus nem outro humano que faz qualquer importância para este lugar.”&lt;br /&gt;Neste lugar, esta areia e todas estas árvores que vemos em nossas florestas sempre estiveram aqui, desde antes de nossos tataravôs nascerem e até nos morrermos eles continuarão aqui, os grãos de areia salpicando em nossos pés e as árvores imóveis e soberanas. Para ele o tempo de vida deste lugar era tão imenso, tão extenso e esticado, que pouco importava para ele nossa existência e o que faríamos, de forma que nem Deus importava.&lt;br /&gt;“Deus foi criado pelo homem, e junto dele desaparecerá. Ele é uma figura nossa, e não há de ter sido Ele quem teve a idéia de transformar as flores que desabrocham em frutas para comermos, toda santa estação. E, mesmo que tenha sido, Ele nunca teria a capacidade de criar uma terra infinita.”, e ele simplificava para mim, pequeno:&lt;br /&gt;“Se Deus criou tudo, então, esta terra é finita. Mas, se esta terra for sem-fim, como nos dizem os velhos e os padres - hum, também muito velhos -, Deus não é o nosso todo poderoso, pois criar algo assim nenhum ser é capaz, principalmente se for este ser que age como nós e nos pune por sermos nós. Alguma dessas coisas tem de estar errada. Provarei isto.”&lt;br /&gt;Então, num dia em pleno outono, meu irmão partiu. Com seus cálculos e dinheiro enfiados numa bolsa, suas roupas e comidas em outra, ele foi andando com duas bolsas debaixo de um braço. Chegou perto de mim, e com um rosto sereno, me abraçou. Eu pedi a ele que me levasse junto, andaríamos o mundo juntos e voltaríamos para casa, depois de toda a volta arredondada, como ele sonhava em fazer, dada. Bom, meu irmão estava certo, não poderia levar sob seu olhar uma criança de cinco anos, especialmente se o caminho que ela se via fadada a andar era o caminho de um nômade.&lt;br /&gt;Mas, ele também não poderia ter deixado aquela criança, sozinha, na soleira de sua casa o observando ir embora. Ele não podia ter me deixado dizendo o quão minha existência era insignificante, ter me deixado esperando por algo que faria de mim maior, e esperando por ele.&lt;br /&gt;“Um dia, eu voltarei, no entanto, não sinta saudades de mim. Esse tempo que passarei fora é insignificante comparado ao tempo de tudo, como nossa existência, não gaste a sua pequena pensando em mim, ou em alguém assim distante.”&lt;br /&gt;A calça dele fez um suspiro, ao arrastar no chão da rua, chão em que poderia se arrastar por toda uma vida, ou uma eternidade, e se foi. Sua calça e meu irmão sabiam daquilo, eu naquela época não sabia que ele poderia morrer andando por aí. Foi minha mãe quem me disse esta verdade, quando eu já era um pouco mais velho e fazia o contrário do que meu irmão me falara, enquanto esperava por ele voltar sentado no tapete de nossa entrada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Fim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Bom, esta eu criei hoje mesmo, durante uma aulinha de Geografia. Nunca pensei que as frases do André fossem me inspirar, mas não é que elas me deram um empurrãozinho, mesmo? Como sempre, espero que tenham gostado e agradeço muito por lerem-na. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Muito obrigada!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Beijos!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2219553545299955215-4056074786012021093?l=thechatnoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thechatnoir.blogspot.com/feeds/4056074786012021093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2219553545299955215&amp;postID=4056074786012021093&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/4056074786012021093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/4056074786012021093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thechatnoir.blogspot.com/2008/02/o-desfibrilador.html' title='O Desfibrilador'/><author><name>Paula Guerra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12377711287058948677</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_5Zj1D8ZWJrQ/St1uUEYrpgI/AAAAAAAAARM/lMu3LZ4dDKw/S220/2085810829_eeff1a9021_b.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2219553545299955215.post-325538598838815304</id><published>2007-11-13T15:02:00.000-08:00</published><updated>2008-02-23T16:53:59.234-08:00</updated><title type='text'>Uma troca</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pela péssima história passada, aí está algo que espero melhorar meu conceito entre vocês. Ah, senhores, o meu dia tem se arrastado como o da pobre menina Joana. Queria tanto meu livrinho, também, para não chorar...:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-family:arial;" &gt;Suplicante Solidão e as Criaturas Asmáticas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As velas bruxuleavam fazendo sombras na parede, naquela manhã, naquele dia fatídico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E a chuva caia escassa, em pingos silenciosos e gelados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Joana se esgueirava pelo corredor de pisos esfriados de sua casa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Também não havia ninguém em casa, todos trabalhavam, ela estava em férias escolares e permaceria assim por mais um mês.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Uma goteira pingava insistentemente dentro da própria casa, na noite anterior a chuva fora acompanhada de trovões, trovoadas, tudo de que tinha direito. Inclusive um vento forte, culpado por Joana ter de passear pela casa segurando uma vela, pela falta de luz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sem muita demora, ela designou um potinho de cerâmica que guardava as jóias de sua mãe para segurar a vela por ela, já não agüentava mais sentir a cera quente brotar de junto ao fogo, escorrer e queimar lhe a mão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Era uma manhã realmente vaga, não havia nada a ser feito, em especial, de interessante. Deu mais uns rodopios pela casa e atirou-se aos braços confortáveis do sofá, ela olhou para o relógio numa reza para as horas passarem assoviando, e não rastejando como gostavam de fazer. Queria companhia, calor humano, ela olhou para o relógio e suspirou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Onze da manhã.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O dia passaria como um morto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E as vozes seriam como as dele, mudas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Passou-se um tempo com aquela garota tacada no sofá, na verdade, passou-se muito tempo. Os pensamentos dela vagavam entre os mais diversos assuntos, mas nada muito interessante de forma que é inútil descrevê-los, além do que tediante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Joana prosseguiu sua dispersão no sofá.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Por mais alguns minutos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Até seu pensamento passar muito longe dela, e perto de um livro de poesias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Era um livro com qual Joana criara laços infindáveis, livro que seus pais haviam lhe dado, a pedidos de uma pessoa, e ela lera umas mil vezes, todas elas em momentos de suplicante solidão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;‘SS’, “Suplicante solidão”, traduzira para ela sua irmã adoentada. É, ele era um livro feito para as horas de ‘ss’.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Joana mal se lembrava de seus versinhos, há muito tempo havia deixado-o de lado, não pela falta de mais momentos como aqueles, mas, sim, por ter trocado o livro pelos lamúrios acompanhados das lágrimas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Agora, o livro cochilava em algum lugar da casa. E sua irmã em algum lugar logo depois do rio que separa esse mundo do outro lado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ela sentiu uma pontada que a fez saltar e se sentar reta e firme no sofá, era mais um momento de ‘ss’. Era maior, era um dia de ‘ss’. Sentia falta da sua irmã pela primeira vez em dois meses, ela estava humanamente sozinha numa casa, a única coisa que a acompanhava era uma vela traiçoeira e queimante, e ela já não queria ser envergada pela vontade de chorar que segurara por tanto tempo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Por muito tempo. Um tempo rasteiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Joana foi impulsionada, pegou a vela junto do pote de cerâmica que repousava no sofá. Iria reencontrar aquele livro. Apenas para não chorar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Enquanto Joana se guiava somente pela intuição, checando os lugares em que imaginava estar o livro, duas criaturas deslizavam por um cômodo assoprando cochichos por seus lábios delgados. Falavam algo sobre um tal livro que queriam para brincar com uma pessoa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As plumas que as seguiam fugiam de algumas velas para não incinerarem, e elas abriam um armário daquele cômodo deslizo e pegavam um livro, e levavam. Soltaram risadinhas, também sopradas, fazendo as duas parecerem seres asmáticos. Além de malignos, que desta vez realmente eram.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Esguia e rápida, Joana vasculhava todos os cantinhos de seu quarto, primeiro provável lugar onde poderia estar seu tesouro de rimas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Remexia as prateleiras. Pegava um livro, passava os olhos por sua capa e o colocava de lado. Não era aquele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Então, pegava outro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Da capa ela se lembrava bem, era uma capa inesquecível e que havia isto tantas vezes. Pegue todas as lágrimas que Joana já havia chorado, divida o número por cinqüenta lágrimas, mais ou menos, aí estavam quantas vezes ela tinha visto a capa. Umas vinte. Não seria muito difícil se lembrar, e, sim, esquecer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Era colorida com várias demãos de tinta. Muitas, todas heterogenias, cada uma sobressaltava da outra. Umas eram verde musgo, outras eram pretas, e, umas terceiras, vermelhas. Aqui e ali se via um respingo de tinta, assim como, aqui e ali, as tintas se misturavam formando um tom meio amarronzado. No topo, de branco, o título.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pegou mais um livro da prateleira, esse era o último, olhou para sua capa. Nada de demãos de tinta, nada de respingos ou de título em branco. E o pôs de volta ao seu lugar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As criaturas observavam Joana em sua caçada, com umas risadinhas, e com o livro escondido sob suas roupas-pele, umas coisas feito roupas pretas que saiam surgiam de suas peles descoloradas e iam indo e indo pelo ar até desaparecer. Uma delas soprou palavras, numa língua desconhecida, para a outra, as duas riram e a outra balançou sua cabeça afirmativamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Elas deslizaram até Joana, que agora remexia com a mesma série de movimentos outra prateleira, arfaram risadas asmáticas e cruelmente derrubaram todos os livros da prateleira sobre a cabeça da garota.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ela cambaleou inerte a quem havia feito aquilo a ela e inerte a quase tudo ao seu redor. Cambaleou, girou e caiu. Quando recuperou sua consciência, cerca de um minuto depois, olhou ao seu redor e viu um monte formado pelos livros caídos junto dela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sentou-se devagar. Massageou a cabeça dolorida e olhou de novo para o monte. Espalhou-os pelo chão do quarto e analisou um por um, nenhum era aquele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nenhum.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E não demorou muito, digo, demorou sim, mas sejamos otimistas que nem parece tanto tempo assim, e foi concluído o inquérito do seu quarto. Que nenhum era aquele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Descobriram suas mãos das roupas que desapareciam como fumaça naquele ar, e fizeram aquele conhecido movimento humano, o aperto de mão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As duas criaturas. Criaturas asmáticas e sádicas. Apertaram suas mãos de dedos finos e canhestros. E de unhas compridas e esbranquiçadas, assim como ficam as nossas quando falta cálcio, e também quebradiças, como as nossas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Com seu quarto já tendo sido revistado, desarrumado e arrumado novamente, Joana saiu levando consigo sua vela, e, como papagaios-de-pirata, as duas criaturas roçando em seus calcanhares. Ela ainda sentia o efeito da trapaça, sua cabeça ainda doía e a dor, ao invés de diminuir, parecia aumentar, por culpa dela resolveu tomar um remédio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Marchou até a cozinha e deixou a vela em seu, agora, pote sobre a mesa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Abriu as portas dos armários, desfez uma caixa de sapatos na mesa à procura de um remédio de vidrinho escuro. O vidro foi encontrado com excepcional facilidade, em contradição ao livro, Joana o abriu e pegou um copo. Encheu o copo com água, que futuramente não seria mais insípida, e depois pingou umas gotinhas do remédio na água.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pingaram também umas em sua mão, ela se dispôs a lavá-las, nisso aqueles seres armavam outro trote.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Dessa vez quem ia era a outra coisa, ela chegou perto da mesa e do copo, pegou o vidrinho e deixou espirrar o líquido dentro do copo. Voltou a se postar junto da companheira, e, juntas, as duas assistiram à sua problemática diversão à custa dos outros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Joana foi de volta à mesa com as mãos umedecidas, passou a mão no copo embebido de remédio, levantou-o e tirou um gole.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Foi uma questão de segundos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;De centésimos, talvez. Para ela cuspir todo aquele gole de volta ao copo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pois o remédio em sua quantidade normal já teria um gosto mais amargo que uns limões espremidos juntos, bom, e seu triplo? Era como arrancar a língua de Joana e trocá-la por um limão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Então, acho que você já deve ter uma noção do que as criaturas fizeram.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sim, elas riram mais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E o que Joana fez.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ela bebeu água, muita água.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E depois tomou o remédio, uma quantidade bem menor do que deveria ser, pois achava que ela tinha exagerado. No fim das contas remédio realmente não fez efeito nenhum.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Parte do Fim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sinceramente, não sei se fiz bem ou mal pelo título. Eu criei laços com as Criaturas Asmáticas, cruéis, divertidas, mórbidas e mortas. E também com o nome 'Suplicante Solidão'. Se tudo for de acordo com minha previsão, pretendo escrever umas curtas sobre os nomes que concederam o título a essa história.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E como poderia esquecer? Meu grande agradecimento, pela idéia original da história, uma garotinha que perde seu livro de poesias.:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Djan, amei esta idéia, simplesmente genial! Não sei você, mas fiquei satisfeita com o tosco resultado, espero que eu tenha feito bem. Ah, senhores! Esperemos pela parte dois!, tanto eu quanto vocês.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2219553545299955215-325538598838815304?l=thechatnoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thechatnoir.blogspot.com/feeds/325538598838815304/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2219553545299955215&amp;postID=325538598838815304&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/325538598838815304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/325538598838815304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thechatnoir.blogspot.com/2007/11/uma-troca.html' title='Uma troca'/><author><name>Paula Guerra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12377711287058948677</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_5Zj1D8ZWJrQ/St1uUEYrpgI/AAAAAAAAARM/lMu3LZ4dDKw/S220/2085810829_eeff1a9021_b.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2219553545299955215.post-5814038400875209517</id><published>2007-11-11T03:54:00.000-08:00</published><updated>2008-02-23T16:54:11.391-08:00</updated><title type='text'>Meu final feliz</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não, senhores. Não pretendo que esta seja a minha última aparição por aqui, pelo contrário. Não estranhem o título do post, nada tem a haver com isso. Mas, afinal, sobre o que ele quer dizer? Ah, vocês nem acreditariam se eu apenas dissesse! Finalmente, depois de tanto tempo, consegui terminar uma de minhas curtas histórias! Meu coração exulta entre a alegria e a tristeza! O que mais poderei dizer? Está terminada! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-family:arial;" &gt;Entre Livros&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A teimosia rendeu frutos, sua mãe acabou por levá-la à livraria da Rua das Figueiras desde que ela, como prometido, esperasse até sua volta do mercado. A mãe disse também, além de todos os avisos para ter cuidado e outros mais, que não demoraria muito.&lt;br /&gt;Mas, de nada dera certeza absoluta e a pequena sabia que ela não cumpriria o que havia dito, e se demoraria a voltar a vê-la. Tanto importava. Desde que pudesse comprar o livro onde lera aquele primeiro nostalgiante parágrafo. Estava ótimo.&lt;br /&gt;Entrou na livraria, deu para ouvir o tilintar do sino ao alto da porta, avisando mais uma cliente, apesar de toda a sua distração. Virou para a vitrine envidraçada e viu sua mãe ir embora. Parou por um momento, suspirou, entregou-se.&lt;br /&gt;Correu entre as prateleiras e prateleiras, e sentiu o cheiro do café que o balconista tomava passar flutuando pelo ar. Foi verificando à procura do livro.&lt;br /&gt;Começando pelas estantes de tema Drama, ela esticou-se a fim de enxergar até a última das prateleiras, e depois se abaixou até procurar pelas primeiras. Acabou por se resolver pelas estantes denominadas Suspense, mesmo não tendo certeza do que o livro se tratava.&lt;br /&gt;E passou uns minutos assim, pesquisando nas estantes, pulando de tema em tema. Havia ainda a chance de o livro estar separado, em algum outro dormido lugar, algum lugar para livros mais antigos, coisa que ele era.&lt;br /&gt;Ela levou o dedo à boca, mordeu de leve e tentou calcular melhor onde poderia estar, já nem sabia onde estava si mesma. Remexeu seus cabelos. E ele, onde, então?&lt;br /&gt;Caminhou por mais corredores de uma madeira escura, negra, e que não rangiam. Chãos de madeira costumam a ranger. Tamborilou os dedos nas estantes, assobiou chamando pelo livro. Virou-se de costas e deu de cara com um jovem.&lt;br /&gt;O jovem vestia uma calça jeans e uma blusa social esverdeada, clara, de mangas compridas e presa dentro da calça, formando uns gomos fofos junto do corpo dele. Tinha também um avental verde musgo, longo o bastante para bater nos seus joelhos, o que não era lá muita coisa já que ele era baixo. E o que dava um toque final, uma moldura tortuosamente postada, eram seus óculos retangulares e escorregando por seu nariz ligeiramente alongado.&lt;br /&gt;Ele sorriu macio e perguntou se poderia ajudar.&lt;br /&gt;A garota agradeceu e clamou mais uma vez pelo livro perdido, por favor.&lt;br /&gt;Ele pediu que ela o seguisse.&lt;br /&gt;Os dois se puseram a cruzar mais corredores negros e que cheiravam a café um pouco passado.&lt;br /&gt;No fim, o bibliotecário, que não era o balconista tomador de cafés, e, inclusive, era novo lá, tinha chegado aonde a menina cogitara que o livro poderia estar. A uma grande estante, idêntica às outras brutas e discrepantes, apenas uma pitada maior que elas. Era onde ficava guardada uma coleção de livros antigos, estes que davam destaque ao nome daquela livraria das Figueiras entre os das outras.&lt;br /&gt;A única na cidade com um número significante de livros antigos, livros que diziam se datar da mesma época em que aquelas retorcidas árvores, que decoravam a rua e seu nome, eram jovens. Uma boa fama.&lt;br /&gt;Eles repousaram o olhar nos livros e ela soltou um sorriso de satisfação ao sentir o cheiro empoeirado e doce da conservação daquela discernida estante. Falando algo baixinho como “deixe me ver”, o rapaz colocou-se a fazer o mesmo que a garota.&lt;br /&gt;Distendeu até a última, e permitiu a seus olhos escorrerem até a primeira prateleira.&lt;br /&gt;Apontou mentalmente para cada um dos livros e procurou entre seus títulos e suas laterais aquele especial. Havia os limpado não fazia mais que uma semana e o tinha visto por lá.&lt;br /&gt;Então, a menina o viu encarapitar-se e puxar um livro de uma das prateleiras mais altas. Era aquele o livro que procurava, o jovem entregou em segurança às suas mãos e os dois sorriram.&lt;br /&gt;A garota demorou um pouco para agradecer, ficou observando a capa dura e acinzentada do livro, mas não se esqueceu de agradecer. Não poderia. O jovem fez uma mesura e virou um corredor, sumindo de seu olhar, olhar que havia resolvido se demorar nele. Ela sentiu, por um instante insano, uma estranha atração e curiosidade pelo rapaz, entretanto, não só permitiu como achou melhor que a atração se dissipasse.&lt;br /&gt;Voltou à capa acinzentada, abriu e reviveu as encenações da contadora de histórias, misteriosa e revirante, daquele livro.&lt;br /&gt;Primeiro, ficou ali, de pé, lendo os parágrafos.&lt;br /&gt;Um pouco depois, encontrou apoio numa das fatias de madeira perto dela, encostou-se e continuou lendo.&lt;br /&gt;Quase que uma hora passada, havia se sentado no chão, e de pernas cruzadas lia o livro, focada.&lt;br /&gt;O jovem veio novamente, dando o ar de sua graça, atiçando os olhos da garota. Ela levantou a cabeça, quando ouviu o soar dos sapatos de couro no chão, e viu sua mágica figura ali. Ele só sorriu. E perguntou se queria alguma outra ajuda.&lt;br /&gt;Ela estava no chão há mais de uma hora.&lt;br /&gt;Só poderia precisar de mais algo. Não?&lt;br /&gt;Não, mas foi o que o jovem achou. Ela explicou que esperava por sua mãe para pagar o livro, ele compreendeu e silenciou-se. Os dois se silenciaram e a garota fechou o livro, pregando o número das páginas com o indicador, vagava do livro para o bibliotecário e do bibliotecário para o livro. Vice e versa até se completarem sessenta segundos.&lt;br /&gt;Resolveu juntar umas palavras, formar uma frase e entregá-la a garota, foi o que o bibliotecário fez. Ele falou a ela que já lera aquele livro, e gostara muito. Os dois entraram em concordância e se calaram mais uma oportuna vez. Ele checou o relógio que pendia em seu pulso com um olhar amargo, e informou à garota algo mais amargo ainda.&lt;br /&gt;A livraria fecharia em questão de cinco minutos.&lt;br /&gt;A garota se exaltou e arregalou os olhos, sua mãe ainda não havia chegado. Mesmo? Eles atravessaram a livraria em direção à porta. E ela ficou ali parada, observando pela vitrine.&lt;br /&gt;A espera não foi muito construtiva: sempre que alguma pessoa passava, ela esticava-se, mas nenhumas daquelas fora a sua mãe. Duraram cinco minutos.&lt;br /&gt;O jovem foi até seu lado e perguntou se havia alguma notícia da sua mãe. Ela negou tristemente, queria tanto levar o livro, e sua ânsia aumentava a cada parágrafo. Ele reparou aquilo estampado no rosto da garota, saiu de perto dela e se dirigiu até o lustroso balcão onde ainda estava o homem que gostava de café, tomando outra xícara pesada.&lt;br /&gt;O homem entornou um grande e profundo gole, apoiou-se no balcão e bufou ao ver a figura da garota ainda parada à porta, no mesmo instante ela começou a observá-lo.&lt;br /&gt;O bibliotecário endireitou os óculos numa bizarra preparação para falar com o balconista. Ela conseguiu pegar uns trechos da conversa que foi transmitida em sussurros, o jovem tentava desdobrar o balconista para poderem esperar mais alguns minutos.&lt;br /&gt;Minutos suficientes para a mãe da garota chegar. Foi o que ele disse.&lt;br /&gt;Ela se sentiu lisonjeada ao imaginar que ele estava tentando ajudar aquela pequena e humilde criatura. Sentiu-se lisonjeada, se sentiu corar.&lt;br /&gt;Sorrindo, aproximou-se para mais uma calorosa aparição. Como ele mesmo disse, tinha boas novas, ela poderia esperar mais alguns minutos pela mãe. Entretanto “mais alguns minutos” fora tudo que conseguira, o balconista estava sonolento e aborrecido, mesmo com toda aquela cafeína, e não permitiria muito mais para fechar a livraria.&lt;br /&gt;Ela ficou grata e demonstrou aquilo com as palavras que conseguiu, não muitas. Duas: “muito obrigada”. Para ele, foi o suficiente. E para ela, os minutos também.&lt;br /&gt;Para o livro, não.&lt;br /&gt;Quinze minutos foi o tempo que o homem deu. Apenas quinze nada a mais. Ele se aproximou da dupla que esperava ansiosamente, seus cabelos compridos e negros esvoaçaram-se quando levou a garota para a porta aberta, desculpou-se e disse que ela poderia comprar o livro no dia seguinte, puxou a capa da mão dela.&lt;br /&gt;O bibliotecário observou a garota, deslocada, cruzar a rua e sentar num banco. Ele a observou com uma expressão infeliz, depois o balconista o pôs a trabalhar para fechar a loja. E ele não pode mais observar a garota deslocada.&lt;br /&gt;Ela, por sua vez, concentrava sua mente no livro, e no momento em que o fora tirado dela. Ainda conseguia sentir as folhas castigadas pelo tempo, conseguia ver aquele tom de cinza. E como o balconista as deslizara de suas mãos. Só conseguia, agora, lembrar do cheiro do café, em vez do da poeirenta conservação.&lt;br /&gt;Uma brisa suave e gélida passava entre as folhas da figueira que estava bem acima da menina. Ela foi tornando-se sonolenta, e tornando a pequena também sonolenta. Era tarde, ela estava cansada de tanto esperar.&lt;br /&gt;Apoiou-se no banco e deixou a noite levá-la.&lt;br /&gt;Após ajudar o balconista a fechá-la, o rapaz de óculos tortos, agora sem seu avental verde, se viu deixando a livraria. Carregando uma sacola em sua mão esquerda, viu também o cruel homem ir embora e acenou para ele.&lt;br /&gt;Trancou a porta da livraria com sua chave. Colocou a chave no bolso, e olhou para o outro lado da rua. Ela ainda estava lá, e para sua surpresa, cochilava encolhida no banco de mármore gélido.&lt;br /&gt;Ele foi chegando perto dela, ouvindo o som plástico da sacola junto de seus tornozelos, e a observou bem de pertinho.&lt;br /&gt;Ficaram assim, ele vislumbrava os cabelos e o rosto delicado, ela caia aos poucos em mais fases de sono, até ele perceber que deveria se apressar. Então, delicadamente, sacudiu um pouquinho a garota.&lt;br /&gt;Ela se contorceu no banco, e perguntou o que era, entretanto, ela ainda dormia.&lt;br /&gt;Ele levantou a sacola, entregou em suas mãos, a menina a agarrou cegamente e abraçou-se a ela.&lt;br /&gt;“Para você.”, ele sussurrou.&lt;br /&gt;Beijou sua testa, afastou-se dela. Olhou para os lados. Não havia ninguém. Afastou-se mais ainda, a ponto de já estar no meio da rua de paralelepípedos, virou e começou a caminhar.&lt;br /&gt;O bibliotecário caminhou para longe dela, mas seus olhos não. Eles viram a garota se encolher mais ainda e abraçar a sacola, viram a mãe dela chegar ao longe. Depois, viram a mãe acordá-la. Viram a garota observar a sacola sem compreender o que ocorria. E a viram abraçar a sacola, com mais carinho do que quando dormia.&lt;br /&gt;Seus olhos assistiram a tudo aquilo e contaram para ele. Ele sorriu maciamente, e sentiu o coração se apertar devagarzinho. Passou a olhar para frente, e seguiu sua vida.&lt;br /&gt;Em todo o caminho para casa, a garota passou acordada, dentro do táxi que sacolejava nas ruas de paralelepípedos e de figueiras. Passou pensando em quem haveria dado a ela aquele livro.&lt;br /&gt;Teria sido o balconista por se sentir arrependido por haver tirado-na da livraria?&lt;br /&gt;Ou sua mãe fizera aquilo por puro prazer de deixá-la no suspense da história?&lt;br /&gt;O jovem? Mas, por que ele faria aquilo? Por que compraria o livro para a garota com o seu dinheiro e o daria em troca de nada?&lt;br /&gt;Ela não se lembrava de nada, nem de sussurros, nem de figuras se aproximando com barulhos plásticos. Só da afeição pelo bibliotecário de roupa verde e de seu sorriso macio. Mas, aos poucos a afeição seria esquecida. Por ela.&lt;br /&gt;Não por ele. Ele, sim, se lembraria.&lt;br /&gt;Só que, para o azar do rapaz, a garota só retornaria anos depois àquela livraria, de cabelos curtos e corpo crescido. Para o azar dele, ele não a identificaria. Para o azar dele, ele passaria o resto de suas noites sonhando com aquela pequena, sentindo a brisa daquela noite e o gosto da pele dela.&lt;br /&gt;Fim.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A menina ainda lembra do sorriso macio, que vem de algum lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, senhores! Não sei se me alegro ou me decepciono! Como eu poderia imaginar que o primeiro final seria logo o dessa? Depois de terminá-la senti um gélido vazio e, meu coração, um aperto assim como sentiu o jovem rapaz da história ao abandonar a garota.&lt;br /&gt;Talvez sejam assim que devem terminar todas as histórias. Porque, de certa forma, é sempre assim que elas terminam. Sem fim. E isso nos leva ao tema de minha próxima história: a Morte.&lt;br /&gt;Muito obrigada!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 0.5in"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 0.5in"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2219553545299955215-5814038400875209517?l=thechatnoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thechatnoir.blogspot.com/feeds/5814038400875209517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2219553545299955215&amp;postID=5814038400875209517&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/5814038400875209517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/5814038400875209517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thechatnoir.blogspot.com/2007/11/meu-final-feliz.html' title='Meu final feliz'/><author><name>Paula Guerra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12377711287058948677</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_5Zj1D8ZWJrQ/St1uUEYrpgI/AAAAAAAAARM/lMu3LZ4dDKw/S220/2085810829_eeff1a9021_b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2219553545299955215.post-7799963768849330184</id><published>2007-11-04T03:10:00.000-08:00</published><updated>2008-02-23T16:54:21.400-08:00</updated><title type='text'>Minha petulância de boneca</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Percebi, hoje, que venho me tornado uma criatura petulante e mimada. Odeio isso. Primeiro, eu odeio pessoas mimadas, está bem que desde novinha venho sendo cuidadosamente tratada e tendo meus desejinhos infantis comprados por meus pais, mas toda essa minha personalidade foi construída e destruída pelas minhas próprias mãos. Como um castelo de areia. E tenho um orgulho ordinário de firmar que tudo que fiz até então faz parte de mim, coisas boas e ruins.&lt;br /&gt;Mas, de que adianta tudo isso se viro alguém que odeio?&lt;br /&gt;Sinto-me como uma rainhazinha segurando suas plumas, toda cheia de orgulho, delicadeza fria, brutalidade pintada de ouro e prata, crueldades?, apenas parte de seu trabalho de rainha. Petulância pura de boneca, é como me sinto. Desculpem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;A Boneca de Porcelana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E ela seguiu, levando consigo um caderno, um bico de pena, seu relógio de bolso e suas luvas brancas, constantemente brancas. Suspirando.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Não tenho nenhuma idéia”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sem idéia não haveria a festa, e, sem festa, continuaria triste, observando o sol adentrar por suas janelas e a noite virar manhã, um dia após o outro. Por isso seguiria seu plano, firme, mesmo sentindo aquela dorzinha fina no coração, mesmo sentindo vontade das lágrimas escorrerem face abaixo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E, lá foi ela, boneca de porcelana, em contraste com a paisagem esfumaçada da cidade, seus saltos faziam um barulho baixo nas pedrinhas da rua, levava seu caderno comprimido nervosamente junto ao busto. O bico de pena, preso entre as espirais do caderno, fazia um barulho tão leve quanto seus passos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Passava por muitas pessoas, uma vez ou outra tentava pedir uma ajuda, mas todos seguiam direto, sem nem olhar, ou olhando do alto, “frios”, ela disse entre os lábios formando um bico tristonho.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ajeitou o bico de pena nas espirais, subindo-o, de volta ao começo de sua fuga para fora do caderno, ajeitou a postura, subindo-a, tentando parecer com o resto do mundo frio e passivo, e tentou ajeitar o sapato, tropeçando, de joelhos no chão. Ela largou o caderno no meio da queda, indo ao chão, para deixar os braços livres a apará-la, e sentiu o relógio de prata saltar dentro de seu bolso, assim como seu coração em seu peito. Rapidamente ela se endireitou, ajoelhando-se e limpando as luvas sujas, agora, de terra. As pessoas frias que passavam olhavam sádicas, com risadinhas e sorrisos sádicos. “N... não doeu”, tentou falar para os outros, fingindo ser mais forte que sua camada de porcelana poderia permitir ser. Ninguém disse nada, apenas continuaram passando e olhando sadicamente; seus olhos marejaram, sentia vergonha de si.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Era uma boneca de porcelana, frágil, num mundo rígido e cruel, onde qualquer coisa poderia quebrar lhe o coração e machucar sua pele.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Então, uma jovem se aproximou a passadas rápidas, porém devagar, porém curiosa. A jovem chegou um pouco mais perto dela e lhe estendeu a mão, a boneca de porcelana, espantada, abriu a boca, enxugou as lágrimas e, catando suas coisas do chão, aceitou a ajuda.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Está bem?”, a jovem perguntou.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ela vestia um vestidinho vermelho, com muitas rendinhas, e morangos bordados na barra, não era muito adulto e nem muito infantil, seus cabelos escorriam em cascatas de cachos pelos seus ombros.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Sim.”, ela falou rapidamente, tímida.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“As pessoas daqui não ajudam muito, estão muito ocupadas com suas vidas, acho que a poeira daqui do centro da cidade que meche com o coração delas, deixando-os negros.”, a jovem disse olhando fixamente para ela; a jovem não era do tipo de pessoa que se distrai gesticulando o que fala, e observando ao redor para ver se a censuravam, como se tivesse medo de que achassem errado o que dissesse, do contrário, ela realmente colocava em questão o que pensava, ou, ao menos, fora dessa forma que a boneca imaginou que a Jovem fosse.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Obrigada. Por reparar em mim e vir me ajudar...”, ela disse baixinho, fazendo bico com sua boca pintada de batom.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Meio difícil não reparar em você, é muito bonita, pena ser muito inocente, as pessoas podem lhe ferir muito facilmente.”, disse a Jovem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Ah. Sim, obrigada...”, ela falou apesar de não entender porque uma pessoa poderia querer ferir outra, ela realmente não compreendia o que era esse sentimento.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As duas pararam por um momento, a boneca ficou olhando para seus sapatinhos vermelhos, tentando achar um bom momento para perguntar à Jovem por uma fantasia; já a Jovem ficou olhando a sua volta, refletindo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;De repente, a Jovem virou-se como se fosse embora, a boneca percebeu e apressada levantou o rosto, com medo de que sua única chance de alguma idéia se esvaísse. E, novamente de forma repentina, a Jovem virou-se de volta a olhar para a boneca e disse, sorrindo: “quer vir comigo até minha lojinha?”, e deu uma piscadela simpática.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A boneca ficou espantada com a atitude doce da garota, como podia ela, tão doce, morar num lugar daqueles?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ela sorriu e resolveu seguir a Jovem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não precisaram andar mais que alguns poucos metros para chegarem à porta de uma lojinha diferente, ela não tinha nome, no lugar do nome havia apenas dois morangos, e era completamente colorida, verde, rosa, vermelho, branco e um azul aqui e ali. Aquela lojinha era tão diferente das outras lojas, escuras e com persianas quebradas, era como achar um anjo achar aquela Jovem e sua loja.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A Jovem pegou uma chave dentro do bolso, perto da barra de seu vestido, e abriu a porta da lojinha, a boneca, sem saber ao certo o que fazer, esperou envergonhada uns instantes e logo a Jovem a convidou cordialmente a entrar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Quando estava vindo abrir a lojinha é que a vi.”, e foi até a porta para virar a plaquinha de “fechado” para “aberto” e depois em direção ao interruptor, clareando todos os cantos, impedindo que aquela escuridão das outras lojas se repetisse dentro daquela.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quando a Jovem acendeu as luzes que ela pode ver o que era vendido lá, na tal lojinha, morangos e tudo relacionado a eles. Havia caixinhas adornadas com morangos, trabalhados na madeira, havia panos de prato com morangos pintados, havia blusinhas com estampas de morangos e botões de morangos, e havia, o que não poderia faltar, morangos, embalados em caixinhas de plásticos, vermelhos e doces, sem o menor sinal daqueles machucadinhos que morangos costumam a ter.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A Jovem pegou uma das caixas de morangos e ofereceu à boneca.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Desculpe, estou sem dinheiro...”, ela disse baixinho apertando o caderno contra o busto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Não, não precisa pagar. Esta loja não é um negócio muito lucrativo, uma vez ou outra me pego comendo os morangos que estão à venda, não há problemas em você comer alguns.”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E, então, a boneca pegou um morango e o levou à boca, estava realmente doce, mais que a aparência poderia dizer. A Jovem sorriu novamente, de um jeito meigo que só ela fazia naquela cidade, e, pegando um morango, disse:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Eles são uma dádiva, não acha?”, e a boneca fez que sim com a cabeça, respeitando a educação em não falar de boca cheia, especialmente quando está cheia de morangos. “Nessa cidade a minha lojinha é a única que vende morangos, ou, melhor, a única que vende morangos que não são amargos e estragados.” E a Jovem deu uma risadinha, “Morangos são difíceis de cuidar e, se não o fizer bem, eles estragarão com uma tremenda facilidade. As pessoas daqui não acham morangos muito interessantes e não tem paciência para cuidar deles, então, eles amargam. Talvez seja por isso que elas não são muito alegres, morangos deixam nossa vida docinha, fazem bem para a alma, soa estranho, mas é o que eu acho.”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A boneca fez que sim com a cabeça, novamente, parecia mesmo que faltavam morangos na dieta daquelas pessoas, porque, no fundo, a Jovem tinha razão, apenas em comer uns dois morangos a boneca já se sentia bem, apesar dela não saber se era por serem morangos ou por serem aqueles morangos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“As pessoas dessa cidade parecem que tomam limões...”, ela disse baixinho e fazendo uma cara tristonha. Ela não sentia raiva daquelas pessoas, sentia pena delas por não serem felizes, no fundo, igualmente a razão da Jovem em relação aos morangos, elas não eram mais felizes que a boneca, eram tão tristes quanto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A Jovem riu, “Você tem razão! Parecem mais que comem limões!” e ofereceu outro morango a ela. As duas se silenciaram, a boneca estava comendo outro morango e a Jovem estava distraída refletindo novamente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Você parecia triste e desnorteada no meio daquelas pessoas, há algo em que eu possa ajudar?”, a Jovem disse, finalmente, depois de um silêncio enervante.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A boneca parou por um pouco e pensou em como deveria usar as palavras, da maneira mais delicada possível, afinal a Jovem era muitíssimo gentil.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Eu estava procurando alguém que me desse uma idéia para a fantasia.”, ela falou imaginando ter escolhido bem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Fantasia, qual fantasia?”, a Jovem perguntou parecendo até intrigada, não tola.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A boneca corou, havia usado o artigo errado. Ao invés de um artigo indefinido, o que faria mais sentido para a Jovem que não sabia do que se tratava a tal fantasia, ela usara um artigo definido, como se já tivesse uma fantasia em mente, o que era completamente o oposto da situação.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Perdão, usei o artigo errado!”, ela se apressou em dizer, exaltada, “Eu gostaria de ter dito ‘uma fantasia’ ao invés de ‘a fantasia’. Eu estava procurando alguém que me desse uma idéia para uma fantasia.”, ela tratou de repetir a frase palavra por palavra, corrigindo o primeiro erro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Ah, sim, claro, eu quem entendi errado. Deixe me pensar... uma fantasia?”, e a Jovem sorriu meigamente, se fosse outra pessoa qualquer daquela cidade teria rido dela e da maneira um pouco infantil de corrigir o erro da frase.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A Jovem fez a mesma cara que fazia quando refletia distraidamente, e, da maneira repentina dela, disse: “morango! Você ficaria linda de morango!”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A boneca franziu o cenho, não entendia a mania que a Jovem tinha por morangos, mas acabou sorrindo, talvez ela ficasse bonitinha de morango. E pegou seu caderno, abriu na primeira página em branco, escreveu a primeira idéia: “morango”, a Jovem suspirava enquanto havia voltado a refletir.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Todavia, não sei se você gosta tanto de morangos quanto eu, então, talvez fosse melhor você escolher algo que demonstrasse mais o que sei coração quer dizer.”, a Jovem disse parecendo meio triste por sua idéia não ser a ideal. As duas pararam para refletir.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“O que... meu coração quer dizer?”, a boneca perguntou baixinho, olhando para os sapatos vermelhos, meio tristonha. A boneca não sabia o que seu coração queria dizer, ela não sabia porque tudo que ele queria, naquele momento, era uma companhia melhor que a solidão, e era só isso que ele dizia, todo o tempo, tentando explicar por dores fininhas e pontadas que parecia matá-lo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A Jovem reparou no rosto infeliz da boneca voltado para o chão.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“M... mas eu não sei o que ele quer dizer...”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Então, repentina, como sempre, a Jovem se aproximou e abraçou a boneca delicadamente, para não quebrar sua porcelana. A boneca sentiu seu coração aquecer e dizer algo, baixinho, bem baixinho. Sem a solidão machucando-o, ele conseguia falar, mas de uma maneira quase muda, estava muito ferido para se esforçar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Você irá ouvi-lo.”, e foi só isso que a Jovem soube dizer, nem ela mesma saberia ao certo como agir naquela situação e sentia muita pena de ver a boneca assim, pois, sendo inocente como ela era, seria uma tarefa muito complicada e desventurada ouvi-lo claramente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As duas ficaram abraçadas por um tempo, e, então, a boneca entendeu que era melhor ir, procurar pelo o que seu coração queria dizer. A Jovem desfez o abraço que envolvera a boneca, deu um passo atrás, e elas se despediram. A boneca voltou às ruas da cidade, olhando para dentro da loja, onde lá sorria a Jovem. Fez um aceno e se foi.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A Jovem ficou lá observando o curioso contraste daquela criatura de roupa branca com o cenário de pessoas de ternos pretos, sorrindo de maneira meiga, sorrindo de maneira solitária a Jovem. Talvez a boneca nunca soubesse, mas a Jovem sabia que sua solidão era tanta quanto a que ela sentia, entretanto a Jovem a combatia de sua forma, comendo doces morangos todos os dias, uma mania que só ela compreendia.&lt;br /&gt;Fim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí está uma das que gosto. Nem talvez pelo próprio texto. Minha mãe aprecia muito a Boneca. Ainda está por vir a parte dois da história, entretanto, todavia, no entanto, não sei se isso é um bom aviso ou mais uma desgraça. Além do que, se eu terminar a segunda parte. E, na verdade, a primeira...&lt;br /&gt;Comecei a escrevê-lo no PDE, foi meu primeiro dia lá, disso bem lembro-me. Agora, o PDE se tornou uma segunda casa para mim, só que não posso mais me dar ao luxo de escrever por lá, gosto mais de ter trabalhos para fazer e trabalhos feitos. Enfim, comecei a história de uma outra parte, fiquei de terminar o começo por mais outros dias, só que isso ficou apenas na promessa. A segunda parte ganhou o desonroso título de primeira e, então, cá estamos com a sinopse:&lt;br /&gt;"Ele conta a história de uma garota tentando arrumar uma fantasia para uma festa de quinze anos. Entretanto, a garota é tão inocente e delicada que, para encontrar sua fantasia ideal, tem de passar por uma série de provações."&lt;br /&gt;Muitíssimo obrigada!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2219553545299955215-7799963768849330184?l=thechatnoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thechatnoir.blogspot.com/feeds/7799963768849330184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2219553545299955215&amp;postID=7799963768849330184&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/7799963768849330184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/7799963768849330184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thechatnoir.blogspot.com/2007/11/minha-petulncia-de-boneca.html' title='Minha petulância de boneca'/><author><name>Paula Guerra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12377711287058948677</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_5Zj1D8ZWJrQ/St1uUEYrpgI/AAAAAAAAARM/lMu3LZ4dDKw/S220/2085810829_eeff1a9021_b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2219553545299955215.post-4033598240613605240</id><published>2007-11-01T13:19:00.000-07:00</published><updated>2008-02-23T16:54:31.671-08:00</updated><title type='text'>Onde estamos?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Hum, talvez seja a minha falta do que fazer ou meu gosto por postar. Por mais que eu tente me controlar eu acabo vindo até aqui para mais uma aparição desordenada e desgraçada. Agradeço pelos comentários, não sou internacional, muito menos uma grande autora, mas me enche o coração ouví-los. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-family:arial;" &gt;O Embrulhinho Felpudo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A manhã acordou aborrecida, cinzenta e fechada, naquele dia ela tinha acordado excepcionalmente tarde devido aos ventos que tinham soprado as nuvens para cima do sol nascente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas, não apenas ela acordara aborrecida, cinzenta, fechada e tarde, também a menina de nome Catarina. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ela sentou-se em sua cama, olhou para a cama ao lado da sua e viu que a irmã já não estava lá. Acordara tarde e como odiava isso! Pôs se de pé e caminhou até o banheiro, escovou os dentes, penteou os cabelos curtos cobre, foi descendo a escada. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Encontrou a sala desarrumada, como já era de se esperar, ninguém se dera ao trabalho de organizar os livros, jogar o lixo fora, ou fazer a colcha do sofá, ao contrário de desfazê-la. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Arrumou tudo, cada detalhe que suspirava por ordem, cada coisa que sua perfeição gritava-lhe. Só mais uma coisa, minha querida, varrer a sala. Então, foi ir porta afora, cruzou o quintal sujo pela ventania com suas cadelas esfregando-se em suas canelas. Pegou a vassoura e a pá que se apoiavam nas paredes, girou os calcanhares e fez caminho-de-volta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A vassoura escorregava de suas mãos suadas e arrastava no chão, causando trabalheira à menina Catarina que, de estatura pequenina, tinha que manter os braços erguidos para não sujar a piaçava com a poeira do quintal. Mas, não iria sujá-la com a poeira de casa? E, não era tudo poeira igual? Caminho-de-volta com vassoura arrastando, cruzar um quintal parece uma aventura para uma menina de criatividade e pensamentos tão fluídos quanto os da Menina catarina. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Caminho-de-volta feito, foi fechando a porta da sala para as cadelas não entrarem, e, por algum motivo, contou uma cadela, duas cadelas, mas, não contou três cadelas, que seria o número certo de cadelas naquele conjunto matemático ordinário e infantil. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Hum. Onde estaria a terceira? Pelagem branca, estrutura pequena. Lá estava ela, não muito ao longe da porta, de modo que Catarina a encontrou num simples subir de olhar. É, lá estava ela, não havia dúvidas, ela estava lá, junto da rede velha que servia de colchão, junto de um embrulhinho preto e felpudo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Foi fechando a porta, novamente, e, por outro motivo ignóbil, contou um embrulhinho felpudo, um embrulhinho felpudo, mas, contou exatamente um embrulhinho felpudo. O que, diabos, era &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;um&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; embrulhinho felpudo em vez de nenhum? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Foi indo para a rede velha, a cadela branca ia pegando o embrulho e levando embora, mas Catarina rosnou, enxotando-a e mandando deixar o embrulho no lugar. A cadela fez tudo que ela ordenara, e com um olhar de quem havia feito coisa errada. Catarina franziu o cenho sem entendê-la, voltou a olhar o embrulho e a andar para um pouco mais perto dele, levou as mãos à boca e soltou um gritinho pálido, parou. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Era um pássaro, o embrulhinho era um pássaro! Um filhotinho largado. Estava morto, ela pensou, e ia dando meia volta afastando a mente daquela morbidez, quando o embrulho mexeu a cabeça e ofegou. Como movida à eletricidade, correu para perto dele. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;São Longuinho, estava vivo! Respirava, pulsava vivacidade em suas veias! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E aí? O que fazer com ele? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tiraria o dali, e rápido! Dar-lhe-ia água. Muito bem, é só pegá-lo e... Pegá-lo? Aquela criaturinha molinha que podia estar machucada? Além do mais, suas garrinhas prediam-se na rede velha de tal forma, com tal brutalidade e delicadeza. Porém, teria que pegá-lo, de um meio ou de outro, nem que tivesse que levar a rede velha junto, mas, como seria melhor se não tivesse! Então, o jeito era tirá-lo de lá. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Catarina ajoelhou-se ao lado do pássaro e foi puxando garrinha por garrinha da rede. Ele estava tão assustado que nem reagia, durante toda aquela demorada e dificultosa operação de desgrudá-lo da rede, ele não ousou fazer outra coisa se não exercer a apatia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A menina sentia o suor escorrer pela testa, que medo de machucar aquela coisinha, e que nervoso daquelas pincinhas que se encolhiam ao desprendê-las! Se pudesse ao menos secar a testa. Tremeu ao ver suas patas se contorcerem tanto ele quanto ela. E, logo, estava livre, na verdade, não exatamente livre, já que agora estava agarrado aos dedos magricelos de Catarina. Muito bem, onde havíamos parado? Ah, sim! A água. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Catarina se pôs de pé, o passarinho mexeu a cabeça e seu coração novamente pulsou rápido, bem como havia feito ao encontrar a menina, só que, agora, aquilo não era bom sinal, já sabia que estava vivo, então, estava vivo e assustado. Tudo que Catarina menos queria era que ele criasse medo dela, queria tê-lo como amigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Se não, vejamos. Acho que depois do Gato Pardo me faltou muito toque. Está certo que meu lado mais figurado vem aflorado, timidamente. Só que sinto que me falta, por incrível que pareça, amargura para mais histórias. Entretanto, por hoje, prefiro estar no mínimo alegre. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2219553545299955215-4033598240613605240?l=thechatnoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thechatnoir.blogspot.com/feeds/4033598240613605240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2219553545299955215&amp;postID=4033598240613605240&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/4033598240613605240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/4033598240613605240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thechatnoir.blogspot.com/2007/11/hum-talvez-seja-minha-falta-do-que.html' title='Onde estamos?'/><author><name>Paula Guerra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12377711287058948677</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_5Zj1D8ZWJrQ/St1uUEYrpgI/AAAAAAAAARM/lMu3LZ4dDKw/S220/2085810829_eeff1a9021_b.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2219553545299955215.post-2405625024308289481</id><published>2007-10-30T16:11:00.000-07:00</published><updated>2008-02-23T16:54:44.396-08:00</updated><title type='text'>Outra pequena história</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O que deu em mim para colocar uma após a outra? Estaria eu ficando louca? Pois bem, de uma forma ou de outra, acabei por postá-la. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-family:arial;" &gt;O Rosa do Cinza&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Lembro-me bem de minha infância, na verdade, não muito bem, mas quase. Minha infância não faz muito mais que cinco anos, todavia parece estar muito mais distante. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu tinha dez anos enquanto corria pela rua acinzentada de uma cidade acinzentada com meu irmão ao meu encalço. Ele ainda vive ao meu encalço, menos chato e mais piedoso do que era. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu era brincalhona e adorava correr do meu irmão, ele apenas bufava me seguindo, ele não gostava de me perseguir quando eu fugia e dizia que eu era muito irritante, além de teimosa. Embora, também dissesse que me amava muito e que eu era a única estrela no céu dele, eu era a única coisinha que resistia e ainda sorria no meio da guerra, diferente do resto de toda a família que morrera, diferente do resto de todos os amigos que chorava. Gostaria de ainda estar dessa forma nos conceitos dele. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nós viajávamos a cidade de cima a baixo à procura de lugares onde eu poderia cantar, íamos de uma casa de show à outra, não achávamos muita coisa, pois, como era guerra, ninguém se importava muito com cantar e sorrir e coisas do gênero. Não demorou muito para eu ter que cantar nas ruas, era pobre e cansativo, mas nos ajudava o bastante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Todo dia eu corria pelas ruas antes do sol nascer e, fugindo do meu irmão, escolhia um local aconchegante entre as flores acinzentadas mais quentes que havia e sentava-me para cantar. Meu irmão, ao me alcançar, pegava seu violão, tirava umas notas e pedia para que eu inventasse uma letra qualquer, eu pensava em como me sentia e criava uma. Eram canções bobas e com um vocabulário bem limitado, mas acho que passavam com sinceridade o que queriam passar, porque as pessoas paravam para me escutar e me davam moedas, notas, ou até mesmo rosas. Foi em uma dessas canções, enquanto minha voz corria e escorria pelas notas de uma música triste sobre mulheres e crianças solitárias longe de seus maridos e pais, que um homem idoso me chamou para junto dele e me entregou seu cartão. “Essa, essa voz é linda, por favor, procure-me, irei arranjar-lhe um emprego digno dessa voz.”, eu me recordo dele ter dito. Depois disso ele me deu uns trocados e foi embora, eu e meu irmão ficamos parados olhando para, em parte, o cartão e, em parte, o idoso que desaparecia pela rua. Eu estava muito feliz, mas meu irmão estava hesitante, ele achava o homem “muito suspeito”, como dizia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Depois de eu insistir muito mesmo com o meu irmão, consegui que fossemos procurar aquele homem. Fomos ao endereço que dizia no cartãozinho que nos levou a uma casa meio maltratada, ficamos ali, olhando um para o outro, meu irmão estava de braços cruzados segurando o cartão do homem numa das mãos, seus olhos recaídos sobre meu rosto como se me censurassem dizendo: “olha aonde nos trouxe”, e imagino que era realmente isso que ele queria passar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Eu já lhe disse que não quero ir, Anna, vamos embora que não precisamos da ajuda dele.”, ele teimou com força.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu o ignorei e dei um paço à frente. Ele se postou na minha frente rapidamente, esbarrei nele. Eu tentei passar a sua frente, mas ele me segurou pelos braços. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Não! Eu já disse que vou, minha voz é a única coisa que pode nos ajudar nesse mundo e vou usá-la!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Apenas me segurava e me ignorava. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Deixe-me passar! Deixe-me passar, Ryan!” &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E comecei a dar uns leves golpes em seus braços para que ele me largasse, eu era pequenina em comparação ao meu irmão e ele me segurava com uma facilidade extrema o que me deixava sempre muito aborrecida. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Por que você não quer me deixar ir?! Por quê?!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ele continuava a me segurar e a me ignorar, eu ficava tão furiosa que meu rosto já estava vermelho e meus olhos marejados. Eu tinha insistido a semana toda para que fôssemos e, agora que estávamos lá, em frente aquela casa, ele não queria deixar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Eu só quero nos ajudar, deixe-me passar! Pare de me ignorar! Por que você não quer me deixar ir?! Pare de me ignorar!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E, quando eu ia dar-lhe um chute na canela, ele gritou:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Nem pense nisso!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu quase nunca via meu irmão irritado e vê-lo assim me dava muito medo, então eu me inquietei, abaixei a cabeça, chorei baixo. Ele se ajoelhou e me olhou firme nos olhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Eu vou explicar-lhe. Na guerra ninguém em sã consciência se importa com diversão, música, nesse tempo isso é só para os grandes homens. Então, por que um homem, idoso ainda por cima, iria se importar em arrumar um emprego para você? Ele não é rico, não é político!” &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não posso negar que meu irmão não tinha razão, mas eu imaginava que, se era para correr risco por algo, eu correria risco por algo que me prometia uma vida melhor, ao menos. Então, como eu não tinha nada a dizer, continuei de cabeça baixa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Meu irmão se levantou e me deu as costas, fazendo o caminho de volta de onde viemos, eu continuei ali, vendo que ele não me esperaria e nem me chamaria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quando ele já estava a mais de seis metros de mim, minha cabeça voltou a funcionar como antes: eu queria entrar, queria falar com aquele senhor. Então, resolvi não hesitar mais nem um segundo, caso o fizesse meu irmão me impediria novamente, corri em direção à casa maltratada e me esgueirei até a campainha. Toquei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ao ouvir o som titilante ecoando por toda a casa, meu irmão se virou imediatamente, seu rosto estava vermelho e concentrado em mim, ele veio até mim com os pés batendo, e, quando ia me arrastar pelo braço rua a fora, a porta se abriu. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Olhei para a senhora que atendia a porta com um sorriso de orelha a orelha, meu irmão não havia me impedido, e ele olhou para ela com uma expressão mista de raiva e espanto. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Podem entrar.”, ela nos convidou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O que posso dizer dessa história? A princípio, amo seu título, por isso eu acharia interessante, ao menos, explicá-lo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Bem, eu a criei em um devaneio antes de dormir, lembrando-me de uma música que amo: Esquadros. A voz da Adriana Calcanhotto passando por entre cada sílaba parece chocolate derretendo calmamente, ou uma certa escritora andando por ruas em preto, cinza e branco. Da minha segunda sinestesia surgiu o título, o rosa calmo, doce e amável, surgindo do cinza pelos olhos de uma garota. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;No fim das contas, dentre todas as minhas histórias, esse é a que recebe menos meus prestígios. Mas, nem por isso, deixa de ser amada. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Tenha amor por si mesmo. Minhas histórias fazem parte de mim.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2219553545299955215-2405625024308289481?l=thechatnoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thechatnoir.blogspot.com/feeds/2405625024308289481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2219553545299955215&amp;postID=2405625024308289481&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/2405625024308289481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/2405625024308289481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thechatnoir.blogspot.com/2007/10/outra-pequena-histria.html' title='Outra pequena história'/><author><name>Paula Guerra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12377711287058948677</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_5Zj1D8ZWJrQ/St1uUEYrpgI/AAAAAAAAARM/lMu3LZ4dDKw/S220/2085810829_eeff1a9021_b.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2219553545299955215.post-178773215894874863</id><published>2007-10-29T15:04:00.000-07:00</published><updated>2008-02-23T16:54:52.232-08:00</updated><title type='text'>Uma pequena longa história</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A pedidos de um amigo meu, hei de postar aqui as minhas histórias, uma por vez. Fiquei muitíssimo agradecida ao saber desse pedido dele, e, é claro, ainda estou.&lt;br /&gt;Como não sei qual deveria ser minha ordem de postagem, resolvi colocá-las de acordo com qual coloquei primeiro no DeviantArt (&lt;a href="http://porcelain2doll.deviantart.com/"&gt;link&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A Escritora&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="push"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Malditos dias de inverno, eles deixam meu trabalho mais difícil de ser feito e mais deprimente ao ser feito.&lt;br /&gt;&lt;span class="push"&gt;&lt;/span&gt;Morando no lugar que moro, um chalé singelo de cinco cômodos, confortável, no meio da floresta, o frio se abate sobre minha pequena morada de tal forma que só me resta cobrir-me de mantas e sentar-me em frente à minha querida máquina de escrever para digitar palavras tristes e cansadas.&lt;br /&gt;&lt;span class="push"&gt;&lt;/span&gt;Fábulas, contos, estórias, todas movidas à tristeza da solidão.&lt;br /&gt;&lt;span class="push"&gt;&lt;/span&gt;A vida poderia ser uma longa primavera, não acha? Como aquela que passei junto do querido que amei.&lt;br /&gt;&lt;span class="push"&gt;&lt;/span&gt;Agora a neve bate em minhas janelas e portas geladas convidando-me para um passeio sem volta, como diriam os mais sensatos.&lt;br /&gt;&lt;span class="push"&gt;&lt;/span&gt;“Acho que irei de encontro à neve.”&lt;br /&gt;&lt;span class="push"&gt;&lt;/span&gt;Levantei-me de minha escrivaninha, largando a máquina de escrever e as mantas pelo chão, peguei um sobretudo e enrolei-me nele. Calcei minhas botas e saí para mais uma de minhas insanas aventuras em busca de inspiração.&lt;br /&gt;&lt;span class="push"&gt;&lt;/span&gt;Andando pelas minhas próprias trilhas, observando os flocos de neve cair. Alguns dizem que não há dois flocos de neve perfeitamente iguais, e acho que estão certos, apenas um segundo para mudar tudo e todos. Um segundo, um dia, digam como quiser, para quebrar um coração em muitos pedaços e vê-lo sangrar para nunca mais ser o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;span class="push"&gt;&lt;/span&gt;Numa das trilhas mais íntimas da floresta, parei por uns instantes, sentando-me num tronco morto de uma árvore.&lt;br /&gt;&lt;span class="push"&gt;&lt;/span&gt;Ouvi um som diferente do habitual, um miado, baixo, tristonho. Olhei atentamente para a direção do miado e vi, entre as folhagens, um gato pardo.&lt;br /&gt;&lt;span class="push"&gt;&lt;/span&gt;Gatos pardos são mais interessantes que os negros, acho eu, em seus nomes há um toque de sensualidade fora do comum, eles me levam a escrever alucinadamente.&lt;br /&gt;&lt;span class="push"&gt;&lt;/span&gt;Curioso, ele me olhou, meio medroso ele se aproximou, deveria imaginar que, sendo eu boa ou má, ele não teria nada mais a perder. Ronronou o mais alto que pode, tentando demonstrar um afeto que não sentia por mim, e se esfregou mansamente em minhas pernas magras.&lt;br /&gt;&lt;span class="push"&gt;&lt;/span&gt;Peguei o bichano no colo, ele já era um adulto, era magro e alaranjado, tinha os olhos mais azuis que já vi em toda minha vida. Eu levei-o para meu chalé e dei-lhe comida.&lt;br /&gt;&lt;span class="push"&gt;&lt;/span&gt;Ele se apegou a mim e eu a ele.&lt;br /&gt;&lt;span class="push"&gt;&lt;/span&gt;Era saltitante, alegre, mas a neve trazia tristeza a seu olhar. Ele a observava de uma forma diferente do normal, às vezes ele parava em frente à minha janela e ficava olhando a neve cair por muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;span class="push"&gt;&lt;/span&gt;Pela amargura que ele sentia na neve, dei-lhe o nome de Yoku, que significa “aquecer-se ao sol”... Acho que combina com meu solitário gatinho, pobre gatinho.&lt;br /&gt;&lt;span class="push"&gt;&lt;/span&gt;Pela manhã de um desses dias de inverno um pouco mais cálidos, eu notei, intrigada, a ânsia com a qual ele se esgueirava pela casa à procura de uma brecha de sol. E, quando via que não podia alcançá-la, ele desistia, se deitando com o coraçãozinho felino pesado.&lt;br /&gt;&lt;span class="push"&gt;&lt;/span&gt;Isso acabou me dando uma inspiração para um conto. Sentei-me junto de minha máquina de escrever, e comecei a digitar. Yoku se juntou a mim, deitando no meu colo entre as minhas mantas, a maquininha do rom-rom em seu peito funcionando, esquentando meu colo e o meu vazio chamado alma.&lt;br /&gt;&lt;span class="push"&gt;&lt;/span&gt;“Não tenho ninguém como você há tantos anos, Yoku.”&lt;br /&gt;&lt;span class="push"&gt;&lt;/span&gt;E acariciei suas bochechas. Ele esticou o pescoço e ergueu os bigodes com orgulho de sua própria existência.&lt;br /&gt;&lt;span class="push"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;O Gato pardo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push" style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push" style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Os dois andavam lado a lado pelo bosque, amigos de infância, unidos por laços familiares e amorosos intermináveis. Dois garotos, sim, dois garotos apaixonados um pela presença e vida do outro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push" style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Amantes inseparáveis até onde a vida pudesse deixar, até onde o “para sempre” que o mais atrevido sussurrava no ouvido do outro pudesse durar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push" style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;As mãos entrelaçadas, o olhar feliz. Eles se sentaram no chão verdejante ainda molhado de orvalho, e viram o sol nascer naquele último dia de outono. No dia seguinte já seria inverno e o tempo dizia isso por si só. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push" style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Atrevidamente, ele acariciou os cabelos loiros do amigo, puxou, beijou-lhe a face, o outro corou. “Era um menino inocente,”, ele pensava “apenas um menino inocente.”. Ele não iria fazer muito mais que aquilo, não queria ferir o coração de seu querido loiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push" style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Uma jovem observava os dois, os olhos se movimentavam nervosos e o coração batia movido a um rancor e ciúmes inesgotáveis. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push" style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;“Ele me deixou para estar junto desse loiro maldito?!”, ela perguntava para si mesma. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push" style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Infelizmente aquela jovem era cruel demais, e sabia demais. Todo dia e toda noite ela amaldiçoava o loiro, desejando-lhe a morte. Mas Deus é misericordioso onde pode ser e, ao invés da morte, Deus conseguiu fazer com que o loiro apenas se transformasse em um gato.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push" style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;E aquilo ocorreu naquele momento mesmo, no nascer do sol do último dia de outono. O loiro caiu inconsciente no colo do amigo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push" style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;A garota se controlou para não urrar de felicidade, e o amigo apenas conseguia sacudir o outro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push" style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;E, então, ele virou um gato.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push" style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;“Gato pardo?”, o garoto se perguntou franzindo o cenho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push" style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;“Por que virastes um gatinho pardo?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push" style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Ele baixou os olhos e ficou olhando o gatinho pardo acordar vagarosamente em seu colo. O gato o olhou e se encolheu com medo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push" style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;“Não te lembras mais de mim?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push" style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Ele acariciou o bichano, este ronronou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push" style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;E os dias se passaram assim, carícias calmas e barulhinhos doces. O gato pardo não se lembrava de nada, mas ainda sentia amor por quem, agora, era seu dono. Entretanto aquele felino tinha medo de uma coisa, algo que caia devagar e sereno, a neve. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push" style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Aquilo parecia recordar-lhe o último dia de outono e o entristecia, pois ele nunca mais poderia ser quem era e amar de verdade aquele rapaz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push" style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Um dia, já no final do inverno, alguém bateu na porta e o garoto foi atendê-la, todavia, por mais que chamasse por alguém, ninguém respondia. Deu de ombros e voltou para seu quarto, chamou por seu gatinho pardo, mas ele não vinha. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push" style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Ele chamou de novo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push" style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push" style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Ele procurou em seu quarto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push" style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push" style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Na sala.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push" style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push" style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;E em toda a casa. Mas nada de seu gatinho pardo aparecer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push" style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;É que ele, agora, estava preso dentro de uma sacola de pano, sendo carregado pela jovem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push" style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;E ela o levava para o meio de uma floresta, o deixava lá, sozinho, e voltava. Aquela garota fazia isto porque, mesmo tendo virado um gato, era para o loiro que o seu amado mais dava atenção. Ela não poderia permitir aquilo, aquilo era uma prova de amor terrivelmente forte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push" style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Ainda dentro da sacola, o gatinho miava desesperado. Quando finalmente conseguiu sair, se viu perdido, na floresta, a neve cobrindo todo o chão, caindo calmamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push" style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Ele se encolheu num canto, com medo da neve.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push" style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;E ficou lá esperando pelo seu dono amado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push" style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Enquanto isso o jovem estava em seu quarto esperando pelo seu Gato pardo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="push"&gt;&lt;/span&gt;Ao terminar minha mais nova estória, coçava os olhos sentindo que Morfeu estava prestes a passar por mim.&lt;br /&gt;&lt;span class="push"&gt;&lt;/span&gt;Yoku já cochilava em meu colo.&lt;br /&gt;&lt;span class="push"&gt;&lt;/span&gt;Olhei através da janela do outro lado de minha sala, a janela que fica ao lado de minha estante recheada de livros, e vi um garoto de cabelos negros chamando por alguém.&lt;br /&gt;&lt;span class="push"&gt;&lt;/span&gt;Ele baixou a cabeça e suspirou, tinha os olhos marejados. Deu meia volta e foi embora para nunca mais.&lt;br /&gt;&lt;span class="push"&gt;&lt;/span&gt;Quando realmente abri meus olhos, constatei que tinha cochilado junto de minha mesa de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;span class="push"&gt;&lt;/span&gt;Yoku já não jazia mais em meu colo, ele estava junto da janela ao lado da estante observando a neve cair, arranhando a janela com suas patinhas acolchoadas de gato, miando daquele jeito infeliz e gemido que gatos miam.&lt;br /&gt;&lt;span class="push"&gt;&lt;/span&gt;Levantei-me e parei ao seu lado, observando a paisagem com ele.&lt;br /&gt;&lt;span class="push"&gt;&lt;/span&gt;Ele parou de miar, observou-me e se esfregou carinhosamente em mim.&lt;br /&gt;&lt;span class="push"&gt;&lt;/span&gt;Não havia mais aquele vago sentimento em seus olhos, havia sumido, havia sido esquecido novamente. Como o loiro que havia esquecido de seu amado ao se tornar o Gato pardo, ele só ronronava e vivia superficialmente, até encontrar a neve.&lt;br /&gt;&lt;span class="push"&gt;&lt;/span&gt;“Mas que imaginação a minha!”, pensei.&lt;br /&gt;Fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caramba, quando leio essa história fico muito feliz, gosto muito dela. Mas, ao mesmo tempo, sinto um arrepio correr pela minha espinha, não seria um tanto bizarra e infantil&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;? &lt;/span&gt;De qualquer forma, gosto da imagem da escritora solitária na floresta, pois, em dias tristes, me sinto assim como ela. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2219553545299955215-178773215894874863?l=thechatnoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thechatnoir.blogspot.com/feeds/178773215894874863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2219553545299955215&amp;postID=178773215894874863&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/178773215894874863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/178773215894874863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thechatnoir.blogspot.com/2007/10/uma-pequena-longa-histria.html' title='Uma pequena longa história'/><author><name>Paula Guerra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12377711287058948677</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_5Zj1D8ZWJrQ/St1uUEYrpgI/AAAAAAAAARM/lMu3LZ4dDKw/S220/2085810829_eeff1a9021_b.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2219553545299955215.post-130964754855997608</id><published>2007-09-05T12:24:00.000-07:00</published><updated>2008-02-23T16:55:02.623-08:00</updated><title type='text'>Ser humano?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Hoje acordei com um estranhíssimo bom humor. Apesar do dia cansativo de ontem, tive forças de me arrastar para fora da cama e de encarar o nascer do dia com um largo sorriso. Fui à escola como sempre e presenciei um fato que me deixou com o cérebro rodando o dia todo.&lt;br /&gt;Havia acabado de me sentar junto de minha amiga, no banco da escola, e as duas esperávamos o sinal tocar. Então, distraídamente, ouvi um trecho de conversa de um grupo ao nosso lado. A garota contava uma história, que havia ocorrido ali na escola mesmo: ela estava passando pelo recreio e esbarrou numa pessoa, ela se desculpou, mas aquela soltou um palavrão.&lt;br /&gt;Senti-me congelar, e, contraditoriamente, ao mesmo tempo, corar. Eu tinha passado por um fato parecido: lá estava eu, passando pelo recreio, entre mochilas e crianças correndo, as pessoas passavam por mim como se eu fosse nada. Então, levei um grande esbarro de uma garota, fiquei irritada e xinguei alto. Não havia escutado desculpas nem perdões, apenas, como uma pessoa tola, xinguei.&lt;br /&gt;Haveria sido eu aquela mal educada? Eu passei o dia todo pensando, minha cabeça se remoía e, eu que havia acordado de tão bom humor, me afundava na vergonha.&lt;br /&gt;Desde meus primórdios, nunca aceitei ser uma humana, nunca aceitei ter que sentir o que eles sentem e agir como eles, acho tão sem graça, sem vida e sem ideais; acho eles tão tolos, medíocres. Entretanto, ao mesmo tempo que eu acho-os assim, eu ajo como eles, pior até.&lt;br /&gt;Ser humano é cometer erros? Ser humano é sentir dor? Se for eu sou apenas mais uma deles.&lt;br /&gt;Ser humano é ser tolo? É ser presunçoso? É cometer ao menos um dos pecados diariamente? Se for assim eu sou apenas mais uma deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tive coragem de saber se a garota era eu, mas queria desculpar-me com quem eu cometi tal atrocidade. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2219553545299955215-130964754855997608?l=thechatnoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thechatnoir.blogspot.com/feeds/130964754855997608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2219553545299955215&amp;postID=130964754855997608&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/130964754855997608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/130964754855997608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thechatnoir.blogspot.com/2007/09/ser-humano.html' title='Ser humano?'/><author><name>Paula Guerra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12377711287058948677</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_5Zj1D8ZWJrQ/St1uUEYrpgI/AAAAAAAAARM/lMu3LZ4dDKw/S220/2085810829_eeff1a9021_b.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2219553545299955215.post-2677625719121479663</id><published>2007-07-19T07:42:00.000-07:00</published><updated>2008-02-23T16:55:10.806-08:00</updated><title type='text'>Adeus, Rio...</title><content type='html'>&lt;h2 id="sz"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Michi&lt;/span&gt; to &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;you&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;all~&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Alüto&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Daitai&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;itsumo&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;doori&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;ni&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sono &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;kado&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;wo&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;magareba&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Hitonami&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;ni&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;magire&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;komi&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Tokete&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;kieite&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;iku&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Boku&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;wa&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;michi&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;wo&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;takushi&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Kotoba&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;sura&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;nakushite&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;shimau&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;Dakedo&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;hitotsu&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;dake&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;wa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;Nokotteta&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;nokotteta&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;Kimi&lt;/span&gt; no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;koe&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;ga&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;Warau&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;kao&lt;/span&gt; mo, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;okoru&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;kao&lt;/span&gt; mo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;subete&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;Boku&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;wo&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;arukaseru&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;Kumo&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;ga&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;kireta&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;saki&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;wo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;Mitara&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;kitto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;Nee&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;wakaru&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;deshou&lt;/span&gt;? (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;Nee&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;wakaru&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;deshou&lt;/span&gt;?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa música me faz lembrar de tudo que deixarei para trás ao seguir em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;direção&lt;/span&gt; a São Lourenço, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_60"&gt;MG&lt;/span&gt;, para uma viagem de congelar os ossos.&lt;br /&gt;Coisas, estas, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_61"&gt;entituladas&lt;/span&gt; a seguir:&lt;br /&gt;Oito horas de treino de ginástica olímpica, oito horas da coisa que mais amo em todo mundo...&lt;br /&gt;Minha amável, porém um tanto assassina, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_62"&gt;calopsita Catina&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Toda a carnificina das favelas cariocas.&lt;br /&gt;Meu querido quarto com meu querido travesseiro.&lt;br /&gt;Suco de abacaxi com hortelã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só de lembrar dessas coisas sinto vontade de ficar (menos, é claro o item em qual consta "toda a carnificina das favelas cariocas"...), me esconder no meu armário e ficar...&lt;br /&gt;Meus queridos amigos que ficam, para vocês deixo um abraço, a saudade e a inveja, pois vocês continuarão aqui, nesse fim de mundo chamado Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom dia, são onze e cinquenta e três da manhã, e essa foi mais uma de minhas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_63"&gt;postagens&lt;/span&gt; insossas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2219553545299955215-2677625719121479663?l=thechatnoir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thechatnoir.blogspot.com/feeds/2677625719121479663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2219553545299955215&amp;postID=2677625719121479663&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/2677625719121479663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2219553545299955215/posts/default/2677625719121479663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thechatnoir.blogspot.com/2007/07/adeus-rio.html' title='Adeus, Rio...'/><author><name>Paula Guerra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12377711287058948677</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_5Zj1D8ZWJrQ/St1uUEYrpgI/AAAAAAAAARM/lMu3LZ4dDKw/S220/2085810829_eeff1a9021_b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
